O formato que lembra uma pequena árvore e o charme colorido das flores fazem da Rosa do Deserto um espetáculo à parte em qualquer jardim. Tanto é que a professora Anita Rodrigues, que está começando a formar um jardim em casa, não pensou duas vezes em adquirir uma muda.
  ‘‘Eu não conhecia essa espécie e já me encantei com o colorido e a aparência, que lembra um bonsai. Agora, vou pesquisar na internet alguns cuidados específicos’’, explicou Anita.
  A Rosa do Deserto é nativa das áreas desérticas da Península Arábica e Leste e Sudoeste da África. Portanto, pouco conhecida e cultivada no Brasil. ‘‘Ela é nova no país. A muda mais antiga que temos conhecimento tem cerca de 20 anos’’, conta Rita Takemura, de Londrina, que trabalha no cultivo da planta ao lado do marido, sogro, nora e cunhados.
  O encontro da Rosa do Deserto com a família que se dedica há 40 anos na produção de flores foi através de um amigo taiwanês que a cultivava no quintal. ‘‘A partir daí começamos a pesquisar sobre a espécie e aprender sobre a reprodução. Descobrimos que a polinização não é natural, o que significa que podíamos fazê-la de forma mecânica’’, comenta Rita.
  Passados três anos, a família londrinense se tornou a única produtora da Rosa do Deserto em escala comercial. Um dos cultivadores, Sandro Takemura foi o responsável pelos cruzamentos, que resultaram em diferentes variações das cores branca, rosa e vermelha.
  A também produtora Rosângela Takemura explica que o maior atrativo fica por conta do caule de base larga, que forma vários galhos. ‘‘Por isso, estruturalmente, não existe uma planta igual à outra. Além disso, ela tem o diferencial da raiz exposta, que a torna semelhante a uma árvore em miniatura’’, disse.
  A Rosa do Deserto deve ser mantida em vasos, exposta em pleno sol e como poucas regas. ‘‘O auge da florada ocorre na primavera e no verão, mas quanto mais velha ela for, pode ter flores durante todo o ano’’, revela Rosângela.

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