Da Copa às urnas
Com o fim do Mundial, atenção dos brasileiros devem se voltar às eleições de outubro. Prazo para convenções partidárias começam nesta segunda-feira
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Com o fim do Mundial, atenção dos brasileiros devem se voltar às eleições de outubro. Prazo para convenções partidárias começam nesta segunda-feira
Folha de Londrina 
Neste domingo, o mundo conheceu a seleção campeã da Copa 2026. Para o Brasil, o apito final marca o encerramento de um período em que o futebol monopolizou as atenções. A partir desta segunda-feira, o calendário nacional muda de eixo. Começa oficialmente a temporada das convenções partidárias, etapa que definirá os candidatos que disputarão a Presidência da República, os governos estaduais, o Senado e as cadeiras da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas.
Até 5 de agosto, partidos e federações terão de formalizar candidaturas e alianças. A partir daí, a campanha ganhará contornos definitivos, culminando com o início da propaganda eleitoral em agosto e, finalmente, com o primeiro turno, em 4 de outubro. É um período decisivo para a democracia brasileira e, sobretudo, para os eleitores.
A eleição de 2026 será marcada por desafios inéditos. A inteligência artificial promete ampliar a capacidade de comunicação das campanhas, mas também aumenta os riscos da manipulação de imagens, vozes e informações. A Justiça Eleitoral aperfeiçoou as regras para reduzir esses riscos, impondo limites ao uso da tecnologia e reforçando mecanismos de identificação de conteúdos produzidos por IA. As normas representam um avanço importante, mas, sozinhas, não bastam.
Em reportagem publicada nesta edição, especialistas alertam que o uso da inteligência artificial tende a crescer ao longo da campanha e defendem a responsabilidade de candidatos, partidos, plataformas e da própria sociedade no combate à desinformação. A tecnologia pode ampliar o acesso à informação, mas não elimina a necessidade de conferir fatos, confrontar versões e avaliar propostas.
É nesse contexto que o papel do jornalismo profissional ganha ainda mais relevância. Em um ambiente digital onde conteúdos falsos circulam com velocidade crescente e muitas vezes se confundem com a realidade, veículos comprometidos com a apuração, a verificação e o interesse público tornam-se referências indispensáveis para a formação da opinião do eleitor.
O voto continua sendo uma das mais importantes manifestações da cidadania. Exercê-lo de forma consciente exige mais do que acompanhar pesquisas ou discursos de campanha. Exige conhecer trajetórias, propostas, viabilidade das promessas e os impactos das decisões que serão tomadas pelos futuros governantes e parlamentares.
Ao longo dos próximos meses, a Folha de Londrina acompanhará cada etapa desse processo com equilíbrio, rigor e independência. O compromisso do jornal é oferecer as informações necessárias para que cada cidadão faça a sua própria escolha, de forma livre, consciente e bem fundamentada.
Terminada a Copa, começa outra disputa que definirá os rumos do país. E, nessa competição, o maior vencedor deve ser sempre a democracia.
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