Custo da construção civil aumenta 0,64% em janeiro
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sábado, 16 de fevereiro de 2002
Márcio Juliboni Agência Estado 
São Paulo - Os custos da construção civil brasileira aumentaram 0,64% em janeiro, sobre dezembro, puxados sobretudo pelo reajuste dos materiais. O indicador atingiu R$ 355,19 por m3, conforme o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), base do trabalho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os gastos com materiais aumentaram 1,09%, para R$ 201,23 por m3, enquanto a mão-de-obra manteve-se praticamente estável, com variação de 0,06%. Com isso, a folha de pagamento representou R$ 153,96 por m3.
A pesquisa indica desaceleração no ritmo dos reajustes. Em dezembro, o indicador do Sinapi subiu 0,79% e, em janeiro de 2001, a alta fora de 0,86%. No acumulado dos últimos 12 meses, verifica-se aumento de 8,70%. A mão-de-obra acumulou reajuste de 6,99% no período, enquanto os materiais subiram 10,05%.
Regiões - As regiões Norte e Centro-Oeste registraram as maiores altas globais de janeiro, com 0,83% e 0,84%, respectivamente. Já o Sudeste obteve o menor índice do mês: 0,55%. No acumulado de 12 meses, as regiões Sul e Sudeste ficaram abaixo da média na cional (8,70%), com 8,31% e 7,74%, respectivamente. Nas demais, os percentuais ficaram em 10,39% (Centro-Oeste), 10,03% (Norte) e 9,59% (Nordeste).
Em valores, Sul e Sudeste obtiveram R$ 377,84 e R$ 364,49 por m3, respectivamente. Norte, Centro-Oeste e Nordeste registraram R$ 355,10; R$ 337,28 e R$ 322,24 por m3, nesta ordem.
Estados - Mato Grosso, Santa Catarina e Acre destacaram-se entre os Estados, com reajustes percentuais de 1,47%, 1,28% e 1,12%, respectivamente. As menores altas ficaram com o Rio de Janeiro (0,17%), Rondônia (0,18%) e Bahia (0,28%).
No acumulado dos últimos 12 meses, Mato Grosso lidera, com 13,58%, à frente do Acre (13,07%) e Rondônia (12,50%). No mesmo período, as menores taxas foram para São Paulo (6,48%), Amapá (6,53%) e Distrito Federal (6,85%).
O IBGE calcula os custos de construção mensais por meio de convênio com a Caixa Econômica Federal, a partir do Sinapi.


