Desde março do ano passado, o técnico em edificações Álvaro Fragoso encontrou no ''marido de aluguel'' uma atividade rentável e compatível com a sua atuação como professor de alguns cursos no Senai na área de construção civil. Ao olhar para trás, ele lembra que essa história começou em 2000, quando entrou no Exército. ''Eu fui para o Senai aprender sobre instalações hidráulicas, elétrica predial e pedreiro e assumi as funções de manutenção no quartel. Ao sair do Exército depois de sete anos, fiz disso uma profissão. Na sequência fui convidado a ministrar aulas'', orgulha-se.
Com cerca de 15 atendimentos por mês e um público bem misto, Fragoso vive de indicações. Ele é contratado para fazer de tudo e acredita que a sua formação técnica é um diferencial. ''O consumidor sente-se mais seguro quando sabe que eu tenho cursos técnicos. O mercado exige qualificação e remunera melhor quem pode oferecer isso, entre 10 a 20% a mais'', relata. Fragoso emite nota fiscal de autônomo e dá três meses de garantia dos serviços. De olho na expansão dos negócios, já discutiu com o Sebrae as estratégias de abertura de uma empresa e pretende contratar pessoal - ''mas quem apenas tenha qualificação para não ''queimar'' a profissão'', garante.
Entre os alunos de Fragoso, o recepcionista de hotel Cristiano Martins é um aspirante a ''marido''. ''Procurei o Senai para me especializar. Comecei a trabalhar com o meu pai na área de dry-wall e vi a chance de ter uma empresa'', planeja. Martins faz aula de hidráulica e já pensa nos cursos de pedreiro e elétrica. ''Primeiro vou buscar o conhecimento e deixar de ser um curioso com talento. Depois, abro a empresa mediante um planejamento que já aprendi a fazer por meio dos cursos do Sebrae'', sonha com os pés no chão.

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