Curitiba - As bases da Escola de Arquitetura que nasceu em 1962 começaram a ser concebidas na década anterior. Foi numa fase de pujança econômica, alicerçada pela riqueza trazida pelo café, que o Estado deu início a um processo de modernização de suas estruturas. Novas obras surgiram da noite para o dia. E a busca por novos profissionais de arquitetura País afora acabou por reforçar a necessidade da criação de uma escola local que atendesse à grande demanda que os novos tempos exigiam.
Com a instalação do curso, começa uma história de idealismo, de força e de talento que chega aos dias de hoje com Curitiba sendo um exemplo de cidade onde o traço do arquiteto e do urbanista fez a diferença. Um importante reconhecimento desse trabalho está na indicação de um curitibano para presidir a maior entidade de representação da classe, a União Internacional dos Arquitetos (UIA). O ex-governador do Paraná Jaime Lerner foi eleito em 2002. Ele formou-se em 1965, na primeira turma da UFPR.
Assim como ele há muitos outros nomes de relevo que fizeram escola. Um deles é o paulista Luiz Forte Netto. Formado no Mackenzie em São Paulo (a mais importante entre as faculdades daquela época), ele foi professor durante décadas do curso de arquitetura da UFPR. Além disso, esteve à frente, nos anos 70 de um dos mais ativos e premiados escritórios de arquitetura do Brasil.
Mestre e arquiteto, Forte ensinou a arte das pranchetas a grande parte dos arquitetos formados na UFPR. Compôs junto com Lerner e Rafael Dely o trio que deu origem ao Plano Serete-IPPUC. Através desse estudo urbanístico, Curitiba ganhou a organização que tem hoje. A valorização do pedestre com ruas fechadas ao automóvel e regiões periféricas atendidas por um inovador sistema de transporte. O fechamento da tradicional Rua XV de Novembro e as canaletas exclusivas para os ônibus expresso fizeram uma das marcas registradas da capital paranaense nos anos 70. (A.C.G.)

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