Cúpula de Estocolmo respalda fim de barreira a produto agrícola
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sábado, 23 de fevereiro de 2002
Lourival Santanna Agência Estado 
Estocolmo - O comunicado final da Cúpula Progressista de Estocolmo, assinado por 11 chefes de governo e divulgado ontem na capital sueca, respalda duas reivindicações apresentadas pelo Brasil e outros países em desenvolvimento: a derrubada das barreiras protecionistas aos produtos agrícolas e a introdução de mecanismos de controle dos fluxos financeiros.
O comunicado, chamado Uma Agenda Progressista para a Democracia e o Desenvolvimento, diz que as negociações na Organização Mundial do Comércio devem agora atender às prioridades dos países em desenvolvimento, respondendo a questões sobre a melhoria do acesso ao mercado, o comércio na agricultura e a implementação de acordos anteriores.
Os chefes de governo dizem que seus funcionários farão consultas com acadêmicos e outros especialistas e continuarão a estudar como promover uma arquitetura financeira internacional que propicie um comportamento mais racional do mercado e a estabilidade financeira.
Os governantes da Suécia, Brasil, Canadá, Chile, França, Alemanha, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, África do Sul e Grã-Bretanha reafirmaram seu compromisso com a disciplina econômica e a competência como condição para a justiça social.
E declaram: Rejeitamos o dogma do livre mercado, mas, em nome da criação de mais e melhores empregos, buscaremos reformas para abrir os mercados, investir no conhecimento e promover a inclusão social, por meio de políticas mais ativas para o mercado de trabalho. A educação é considerada a maior prioridade, independentemente das dificuldades econômicas e das exigências conflitantes.
A governança progressista, corrente de chefes de Estado e de governo social-democratas em busca de uma terceira via, foi lançada em setembro de 1998 num debate na Universidade de Nova York, com a participação do então presidente americano, Bill Clinton, do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, e do então primeiro-ministro italiano, Romano Prodi.
Blair, com sua dramática experiência de reformulador do trabalhismo inglês, emergiu como articulador natural do movimento.


