A campanha antitabagismo vem para ficar, por isso já há preocupação dos plantadores de tabaco que certamente irão buscar culturas alternativas. A Secretaria da Agricultura do Paraná manifesta-se e diz que está incentivando a substituição do fumo por pecuária de leite, fruticultura e diversificação de grãos, com destaque para o feijão. O Paraná é o terceiro maior produtor de tabaco do Brasil, depois do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
No caso paranaense as lavouras de fumo ocupam pequenas áreas, e a opção por outras plantações igualmente rentáveis não é uma prática difícil para os produtores paranaenses que dominam outros tantos cultivos tradicionais. Em regiões de Santa Catarina, por exemplo, o tabaco deu lugar ao arroz irrigado, e ao lado dos arrozais começaram a surgir os engenhos beneficiadores, gerando empregos novos e ativando ainda mais a economia.
Em nível mundial, só a China supera o Brasil em produção de fumo em folha, mas há um vigoroso cerco aos fumantes porque 170 países (praticamente os de todo o mundo) já colocaram suas assinaturas no protocolo antifumo. Não existe perspectiva concreta de que, por isso, os viciados deixem de fumar e que gente nova não entre nele, mas esse movimento mundial poderá resultar em desestímulo à produção da matéria-prima do cigarro. No caso brasileiro, onde as terras são férteis e - ressalvadas certas peculiaridades regionais - produzem tudo, a opção por culturas alimentares no lugar do fumo será uma boa política e poderá representar uma bandeira pela causa da saúde pública e, por extensão, da purificação do ambiente. O secretário da Agricultura, Walter Bianchini, acredita que o conjunto de medidas restritivas aos fumantes pode gerar uma queda no incentivo à plantação de tabaco. Por isso a recomendação para os produtores pensarem em outras opções de renda.
A Secretaria anuncia que já tem metas de curto e médio prazos para a diversificação. Ainda não houve queda (em função das campanhas) do número de fumantes (no Brasil e nos países que importam fumo), mas a queda parece certa, pela esperança de que as crianças e os adolescentes de hoje não formarão grandes legiões de fumantes quando adultas. Isso poderá significar menos procura, enquanto o consumo de alimentos nunca cessará.

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