A Câmara Municipal de Londrina entra de forma mais incisiva no trabalho de combate ao mosquito transmissor da dengue, alavancando ações para mobilizar a sociedade. Já na segunda-feira, uma audiência pública será realizada à noite, iniciativa que tem a parceria da 17 Regional de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde. Ontem, comissão formado pelo presidente da Câmara Orlando Bonilha e pelos vereadores Márcia Lopes, Maurício Barros, João Abussafi e Tercílio Turini iniciou visitas inclusive aos veículos de comunicação da cidade, visando principalmente convidar este segmento para participar desta que será, com certeza, uma verdadeira cruzada contra a dengue. A intenção é de envolver toda a sociedade, com grandes ou pequenas iniciativas, para afastar de Londrina a ameaça de uma epidemia. Mas a audiência pública e tudo o que nele for proposto também deverá envolver os poderes públicos e os segmentos organizados de outras cidades, num trabalho conjunto, sobretudo Cambé, Ibiporã e Rolândia.
Londrina vive, infelizmente, uma situação preocupante em relação a esta doença, com mais da metade dos casos registrados no Paraná ocorrendo na cidade. Portanto, quando há referência a pequenas iniciativas, faz-se, pelo contrário, um apelo para que todos participem desta cruzada com o que for possível. Empresários, entidades diversas, escolas, grupos religiosos, sindicatos variados devem somar forças à população. Sabe-se que na Zona Leste de Londrina, região onde os casos de dengue são mais incidentes, há bairros de populações menos privilegiadas. Consequentemente, o acesso à informação, incluindo as formas de eliminar o mosquito transmissor, é mais lento. Um cidadão esclarecido poderá orientar os moradores dessas comunidades mais atingidas, o que automaticamente contribuirá na conscientização destes. É o exemplo de uma pequena, mas importante contribuição, cujo resultado poderá ser o cuidado que uma, duas, três ou mais famílias passará a ter com os vasos, as garrafas, os pneus descartados ou outros objetos que acumulam água.
A cidade já tem um bom exemplo da iniciativa privada, conforme este jornal mostrou recentente. Um empresário do setor de material de construção está distribuindo areia em embalagem plástica para que a população possa eliminar a água dos vasos. E há outras formas de participação: o empréstimo de um veículo para o transporte de entulhos, por exemplo. Ou o pagamento do custo de produção de vídeos informativos para serem exibidos nas escolas e nos centros comunitários.
A Folha, como parte da história de Londrina, não ficará fora desta cruzada. Além da cobertura jornalística, de forma a manter a sociedade informada, outras ações poderão ser desencadeadas. A luta tem um objetivo único: combater este mal que preocupa a todos.

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