Crise no IML
Ao que tudo indica a crise no Instituto Médico Legal (IML) está longe de terminar. Veio a público ontem decisão judicial que determina que peritos do órgão lotados em Londrina cumpram apenas a jornada de 20 horas semanais para a qual foram contratados. A alegação é que o governo do Estado estaria exigindo o cumprimento da jornada além do período estabelecido na legislação estadual, o que estaria acarretando em sobrecarga de trabalho.
Importante lembrar que em abril a FOLHA já alertava para o problema. Levantamento da reportagem apontou que unidades de praticamente todo o Estado enfrentam algum tipo de prejuízo, seja falta de servidores, de materiais para execução do trabalho e até mesmo de profissionais terceirizados de limpeza. Além disso, a direção da Polícia Científica informou em maio que novos profissionais seriam efetivados em junho o que não ocorreu. Vale acrescentar que uma situação crítica como a que o IML vem enfrentado prejudica, principalmente, a população que precisa dos serviços do órgão.
Além de necropsias no caso de mortes violentas, devem passar pelo IML pessoas que precisam receber o seguro DPVAT (relacionados a acidentes de trânsito), vítimas de abuso sexual, entre vários outros casos. Além da demora na execução dos serviços, é preciso lembrar da estrutura precária onde funciona a sede de Londrina. Um novo prédio começou a ser construído, mas a obra está parada.
As pessoas que usam os serviços do IML geralmente estão fragilizadas pela própria situação em que se encontram e, por isso, é preciso que sejam atendidas em locais com estrutura adequada e em um prazo razoável. Portanto, além da urgente contratação de profissionais, é importante também que as estruturas sejam melhoradas e que contem também com equipamentos adequados para a execução dos serviços. É importante que a sociedade civil organizada acompanhe e cobre por essas melhorias.





