A velha máxima de que em períodos de crise estão as grandes oportunidades nunca foi tão oportuna. Em tempos de recessão – com baixo crescimento econômico, de queda no consumo e inflação em alta – todos precisam se adequar. É quando empresas reveem seus processos e quadro de pessoal e as famílias buscam outras alternativas de consumo.
Reportagem de hoje desta FOLHA discute o assunto. Especialistas afirmam que os empresários não devem ficar a espera de uma recuperação do mercado. É preciso buscar novas alternativas, estudar o cenário e sobretudo buscar eficiência. É nesse contexto que as empresas inclusive podem ficar mais fortes e preparadas para crescer muito mais quando a economia voltar a deslanchar. Faz parte do aprendizado.
Até porque neste ano o cenário econômico brasileiro é ruim. Projeções para este ano indicam que o Produto Interno Bruto deve cair 1% enquanto a inflação já supera 8% ao mês. Com a taxa de emprego em queda e o poder de compra das famílias reduzido, também não há espaço para políticas de incentivo ao consumo. Os cofres públicos estão vazios depois da gastança desenfreada dos últimos anos.
Portanto, aos empresários cabem buscar soluções, sejam baseadas no aumento da produtividade dos trabalhadores ou no melhor aproveitamento dos recursos existentes, além de implementar uma boa gestão. Pesquisas apontam que os trabalhadores brasileiros são pouco produtivos. Além disso, a alta carga tributária e legislações complexas e arcaicas "engessam" toda a cadeia produtiva, tornando as empresas pesadas e pouco competitivas perante o mercado externo.
Se mesmo com todas essas adversidades as empresas ainda conseguem sobreviver e exportar seus produtos é porque também podem conseguir se adaptar a mais essa crise. É claro que todos devem participar mais da vida pública do País e exigir modificações estruturais que voltem a incluir o País na rota do desenvolvimento.

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