Crise e oportunidade
O tom dos discursos de posse da presidente Dilma Rousseff e de muitos governadores não dá margem a dúvidas de que 2015 será um ano difícil. Mesmo com Dilma prometendo ajustar a economia "com o menor sacrifício possível", o brasileiro está começando janeiro com o pé no freio. Provavelmente, esse sentimento de carestia se acentua com a entrada em vigor das bandeiras tarifárias na conta de luz, que virão como uma cobrança extra quando as distribuidoras da energia precisarem do reforço das termelétricas. Ou, então, com o aumento nas taxas que vencem agora, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Mas ao invés de começar o ano pensando em arrocho, por que não entrar em 2015 falando em cautela? É certo que o poder de compra das famílias brasileiras deve reduzir nos primeiros meses, mas nesses momentos é sempre bom buscar refúgio na sabedoria oriental, em que a palavra crise remete a perigo, mas também a oportunidade. É nessa linha que a Folha de Londrina apresenta para o seu leitor, na reportagem deste primeiro domingo de 2015, ideias para vencer os obstáculos que devem surgir.
Se o ano será de instabilidade na economia, administrar bem as finanças é a melhor saída. Pelo menos é o que indicam especialistas ouvidos pela FOLHA. Ajustes econômicos são necessários para enfrentar dois problemas que cresceram em 2014: a inflação alta e os gastos do governo. Os brasileiros vão sentir esses ajustes justamente por conta da elevada taxa de juros. Os financiamentos ficarão mais caros, impactando as regiões urbanizadas e com economia fortemente baseada em atividades industriais.
Mas no caso do Paraná, uma luz se apresenta no fim do túnel, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem. Para alguns analistas, a população paranaense vai sofrer menos os efeitos da crise em 2015 do que em outros estados do País devido à maior presença de indústrias de bens não duráveis e de alimentos na região, além de previsões positivas para a safra de commodities.
Mesmo sendo beneficiada por esses fatores, é bom que a população paranaense se afaste de financiamentos e de um consequente endividamento. Importante também que as famílias continuem fazendo a lição de casa, pesquisando preços evitando desperdício, pois as melhores perspectivas econômicas são esperadas mesmo para 2016.





