Crise e inadimplência
A alta da inadimplência, índice divulgado ontem pela Serasa Experian, indica claramente que a crise econômica atinge fortemente a vida das famílias. O número de devedores cresceu 4,1% em janeiro deste ano na comparação com dezembro de 2014. É o maior porcentual de alta mensal para um mês de janeiro em 12 anos, quando o índice apurado foi de 7,1%. No entanto, o cenário de crise ganha força neste início de ano, uma vez que na comparação com janeiro de 2014 houve um aumento de 16,7%, o maior percentual dos últimos quatro meses nesse critério de comparação.
Significa que os consumidores não deixaram apenas de consumir, como já demonstrado em pesquisas que medem o desempenho do varejo e da produção industrial, mas que não têm conseguido honrar seus compromissos. Os vencimentos têm sido menores do que os débitos, seja pelo alto nível de endividamento ou por perda de emprego. Passou o período de receio com os rumos da economia e de "freio" no consumo até mesmo porque a análise dos dados mostra que dívidas com prestadoras de serviços como telefonia, energia elétrica e água contribuíram para puxar o índice em janeiro. São serviços essenciais.
No entanto, por hora, tudo indica que não há solução a curto prazo e que a situação da população pode até mesmo piorar. Tanto o governo federal como o estadual aumentaram a alíquota de impostos e contribuições, o que significa que impactará diretamente no preço final de produtos e serviços. Somado a isso ainda há o reajuste das tarifas controladas e que atingirão em cheio o bolso dos consumidores.
Por isso, seria interessante cobrar dos gestores públicos ações mais efetivas e assertivas que contribuam para tirar o País da crise econômica. É preciso pressionar por mudanças nos rumos da política econômica.





