O atual cenário econômico afetou diretamente a confiança do empresariado neste início de ano. Pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-PR), divulgada ontem, aponta que o nível de confiança atingiu o menor nível desde 2001. Apenas 39% dos pesquisados têm expectativas de crescimento para o primeiro semestre; para 28%, a situação futura é indefinida e 27% acreditam que a situação atual é desfavorável.
Claramente os números refletem os atuais indicadores econômicos. Crescimento econômico em queda, inflação em alta, aumento de impostos e de tarifas controladas – como energia elétrica, transporte público, água e impostos em geral –, restrições na concessão de crédito e queda na demanda dos consumidores. Em um cenário como esse, aliado a um dos maiores escandâlos de corrupção do País, difícil continuar otimista com relação ao futuro do País.
Além disso, indicadores que medem a confiança dos industriais também apontam queda dos índices. É fator preocupante porque se há incertezas com relação ao futuro deixam de ser feitos investimentos em equipamentos ou em pesquisas, por exemplo. São ações fundamentais para o desenvolvimento sustentável de qualquer economia.
Além disso, o próprio desempenho da produção industrial, que no ano passado obteve o pior resultado desde 2009, indica que a política de desonerações pontuais precisa ser modificada. O modelo de crescimento baseado no consumo interno já se esgotou e, por isso, é preciso buscar novas alternativas. Se a reforma tributária continua emperrada é importante que se busquem outras saídas como novos parceiros comerciais e que sejam tomadas medidas que melhorem a competitividade de produtos nacionais.
Sobrecarregar a população e o empresariado com aumento de impostos só irá afundar ainda mais o País na crise econômica.

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