Criminalidade se combate com punições severas
A recente onda de violência que assola Londrina preocupa a sociedade, que cobra providências urgentes dos governantes, responsáveis pelas políticas de segurança pública. Uma das reivindicações mais ouvidas é a necessidade de aumento de efetivo policial nas ruas e avenidas da cidade. O pedido ganha força a cada novo episódio que engrossa as estatísticas da criminalidade.
Atualmente ocupando cargo de desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná, Lídia Maejima conhece de perto a realidade do crime em Londrina, uma vez que foi a titular do juizado da 1ªVara Criminal da cidade. Ela também apontou o aumento de efetivo, assim como investimento em estrutura e condições de trabalho para a polícia, como uma das formas de conter o avanço dos criminosos.
Esta não é, no entanto, a única medida indicada para combater os altos índices de violência. Em entrevista concedida à repórter Paula Costa Bonini e publicada domingo na página 3 deste jornal, a magistrada aponta a revisão da legislação penal, considerada excessivamente branda, como essencial para promover o enfrentamento à criminalidade.
E a desembargadora vai além. Para ela, o sistema penitenciário precisa ser modernizado, a maioridade penal deve ser reduzidada e a proibição do trabalho para menores de 16 anos, repensada. Lídia Maejima também defendeu - e esta é talvez uma das providências mais importantes - que os pais devem ser chamados à responsabilidade na educação das crianças, que não pode ficar a cargo somente da escola.
Há, portanto, uma série de iniciativas que precisam ser concretizadas em caráter de urgência. Somente dessa forma será possível melhorar a posição do Brasil em rankings como o Índice Global da Paz (IGP), que é o levantamento anual dos indicadores de segurança e violência no mundo. Hoje, o Brasil ocupa o 85º lugar no ranking que reúne 144 países. E principalmente aumentar a sensação de segurança para quem vive ou trabalha em Londrina.
Por isso, mais do que nunca, ideias que possam modificar a situação e reduzir os índices de violência são muito bem-vindas. As sugestões da desembargadora estão registradas. A responsabilidade agora é das autoridades, que têm o poder de colocar as sugestões em prática.





