Antes pacatas e tranquilas, há alguns anos as cidades do interior de todo o País tornaram-se alvos de grandes quadrilhas, principalmente as especializadas em roubos a bancos. Municípios de todo o País têm registrado ações cinematográficas, com destruição de agências inteiras e grande uso da violência contra reféns e vigilantes. A falta de efetivo policial e o pouco aparelhamento das forças de segurança são, sem dúvida, as causas para essa migração da violência.
Nesta semana uma megaoperação do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná, com apoio das polícias Civil e Militar, prendeu 21 pessoas, todas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em roubo a bancos. O grupo teria organizado dez assaltos no ano passado mais um neste ano, realizado no dia 18 em Curiúva (Norte Pioneiro). Foram ações planejadas e que demonstraram o grande poder de ação do bando.
As prisões são importantes porque monstram que a polícia está atenta e em campo. No entanto, o ideal seria prevenir que fossem realizadas. Embora o atual governo estadual tenha aumentado consideravelmente o efetivo policial, os problemas estão longe de serem resolvidos. O interior sofre com a insegurança e tem assistido, diariamente, a violência aumentar. O assunto já foi tema de várias resportagens desta FOLHA e o problema não está restrito a uma determinada região. Pelo contrário, é recorrente em vários municípios. Assaltos a mão armada e roubo de veículos têm se tornado frequentes.
As estatíticas apontam que o número de ocorrências vêm caindo no Estado – fator extremamente positivo. É preciso trabahar incansavelmente para desarticular essas quadrilhas. A população precisa ter o seu sossego restabelecido até mesmo porque a "sensação de insegurança" é sentimento comum.

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