Criminalidade entre os menores
Somente a educação pode reverter os índices de criminalidade praticados por menores infratores. A mudança de comportamento da sociedade, o grande número de famílias desestruturadas e a ausência de limites e valores têm contribuído para aumentar - e agravar - os atos de violência praticados por menores de idade. A afirmação é compravada a partir dos números divulgados pelo Fórum Desenvolve Londrina. O estudo apontou que entre 32% e 34% das autuações registradas pela Polícia Civil são praticadas por pré-adolescentes e adolescentes com idade entre 12 e 17 anos. Este grupo é formado por 47.558 pessoas, o equivalente a 9,4% da população da cidade.
Uma simples análise revela uma realidade preocupante. Como um grupo que corresponde a menos de 10% da população total do município pode ser responsável por até 34% das autuações registradas pela Polícia na cidade? Este cenário é alarmante e sugere a necessidade de medidas urgentes. Não basta apenas distribuir benefícios ou apreender os menores. É preciso investir em ações efetivas para a reversão deste quadro com o envolvimento das famílias. Além de estimular a frequência escolar e oferecer atividades esportivas ou artísticas no contraturno, também pode-se investir em qualificação profissional por meio de cursos técnicos para encaminhamento ao mercado de trabalho.
Além disso, outro ponto que não pode ser esquecido é que, quando pegos, muitos menores assumem a responsabilidade por crimes praticados por pessoas com mais de 18 anos. A tese de que o Estatuto da Criança e do Adolescente impõe penas brandas e o arquivamente de todos os registros quando a pessoa chega à maioridade acabam por favorecer essa situação. Não se pode esquecer ainda do combate efetivo ao tráfico de drogas, crime aliás que encabeça a lista das infrações mais praticadas, com um índice de 38%. Não é exagero afirmar que este quadro se repete no restante do País, o que reforça a necessidade de uma ação nacional. Não bastam câmeras de vídeo em pontos frequentados por usuários de drogas - como prevê o plano do governo federal lançado na quarta-feira que destinará R$ 4 bilhões para o combate ao crack -, a prevenção ainda é o melhor caminho.





