Criminalidade e segurança pública
O aumento da criminalidade atinge toda a sociedade. Seja pela "guerra" entre gangues rivais na disputa por pontos de venda de drogas, explosões de caixas eletrônicos, ataques a ônibus do transporte coletivo e atentados a policiais e agentes carcerários, todos sentem o problema. Aumenta a sensação de insegurança entre a população.
Uma punição mais efetiva aos criminosos, chamados de "narcoterroristas", pelo secretário estadual de Segurança Pública, Cid Vasques, deve ser discutida pela opinião pública, mas uma melhora no atual cenário depende de muito mais ações. Um dos pontos centrais e iniciais é melhorar a fiscalização nos presídios. Para desarticular as quadrilhas, é importante que não ocorra qualquer comunicação entre os presos. Os telefones celulares se tornaram uma importante ferramenta na mão dos bandidos, que armam e combinam atentados criminosos e ainda achacam a população por meio de histórias fantasiosas de sequestros de familiares.
Todos sabem que o atual sistema prisional não recupera ninguém. Por isso, seria interessante que oficinas de trabalho e de estudo fossem implantadas em mais unidades. Se a maioria dos presos não teve qualquer oportunidade, é importante criá-las. Além disso, deve ser desenvolvido um "trabalho de base", com foco na educação e em ações sociais. Se forem apresentadas novas oportunidades a crianças e jovens, dificilmente eles serão seduzidos pelo mundo do crime.
O aparelhamento das polícias também é muito importante. A presença efetiva de policiais nas ruas e a solução rápida para os casos de violência contribuem para que a população se sinta mais segura. Segundo o Ministério da Justiça, no Paraná há um policial para cada 640 habitantes, situação melhor apenas do que o diagnosticado no Maranhão. O deficit é histórico e reduzir esse número certamente contribuirá para que os índices continuem em queda.





