Imagens assustadoras e chocantes aos menos sensíveis dos seres humanos. Corpos amontoados na rua, sem a menor dignidade e respeito. Fico imaginando o sofrimento dos familiares. Independente dos malefícios que esses contraventores impuseram às suas vítimas e a toda sociedade. A que ponto chegamos!

Esse acontecimento, no Rio de Janeiro, nos remete a pensar em toda a sociedade brasileira e no futuro de nossa nação. Se a ação policial foi exagerada ou não. É muito difícil uma conclusão. Pensamos mais ainda nas vítimas desses contraventores, nos pais que lutam para que seus filhos tomem os caminhos corretos e tenham uma vida próspera e feliz. E também em toda a sociedade que vive assustada e refém dessas organizações. Ceifando muitas vidas e até impedindo o progresso das comunidades onde o crime organizado domina.

O que poderia ser nosso país, caso tivéssemos uma segurança maior? O que poderia ser o Rio de Janeiro sem a dominância do crime organizado? Quantos turistas a mais poderiam visitar o Rio, com toda aquela beleza? Quantas oportunidades a mais para toda população carioca, incentivando a todos na busca por um bom caminho, diminuindo a criminalidade como meio de sobrevivência.

Caminhos precisam ser encontrados. Existe uma PEC transitando no Congresso. Nossos legisladores precisam dar andamento na análise dessas propostas, urgentemente. Não importa se de direita ou esquerda.

Mas não é só isso. Nosso Supremo precisa também ir mais a fundo e não apenas determinar que não pode isso, não pode aquilo. As escolas e toda sociedade precisam se unir em um trabalho preventivo mais intenso. Sociólogos, psicólogos e, porque não dizer, todas as profissões e a economia como um todo.

Precisamos combater o crime em todas as esferas. E em todos os setores da sociedade. Corrupção, principalmente. Não seremos um país do futuro, se não defendermos a honestidade, ética, moral, justiça, os bons costumes, o direito à liberdade, os direitos humanos etc. Todo cidadão precisa se envolver nesse processo.

Acredito que o crime seja o maior entrave para o desenvolvimento de nosso país. E que sem ele, ou com índices menores, teremos uma vida melhor.

Jose Cezar Vidotti (economista) Londrina

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