Quase que diariamente os cidadãos são brindados com notícias envolvendo políticos e corrupção. E, mais uma vez, os londrinenses veem uma denúncia atingir em cheio a Câmara. Na última semana, o Ministério Público Eleitoral (MPE) deflagrou uma investigação sobre a suposta compra de votos no Distrito de São Luiz. Testemunhas alegam que cooptaram e compraram eleitores durante a eleição de 2008 para o vereador Joel Garcia (PDT).
Uma testemunha no processo ouvida pela FOLHA afirma ser um ''profissional'' do ramo há 20 anos e que a prática é um ''câncer''. Isto causa perplexidade ao imaginarmos que a ''modalidade'' é antiga e se utiliza da falta de politização dos eleitores.
A história recente nos aponta a necessidade de leis mais rígidas de combate à corrupção eleitoral - berço dos atos de improbidade e lesão dos cofres públicos. Em julho deste ano, a Justiça Eleitoral em Londrina deu a sentença no processo do ex-deputado Antonio Carlos Salles Belinati, acusado de omitir valores na prestação de contas da campanha, com gastos cerca de R$ 900 mil superiores aos R$ 197,5 mil, declarados como receita, e R$ 197.406,62, de despesa. Condenado a 1,2 ano de reclusão, a a pena, porém, foi convertida em multa de R$ 3 mil mais sete meses de serviços comunitários.
O próprio presidente do STF, Gilmar Mendes, reconhece a demora da Corte em analisar processos contra autoridades. Para ele, o STF tem sido cauteloso e tem rejeitado as denúncias contra políticos porque muitas vezes ''querelas políticas se transformam em processos judiciais''.
É por essas e outras decisões envolvendo políticos que hoje no Brasil, o crime eleitoral parece compensar.
Há várias formas de seduzir ou ''comprar'' o leitor. A compra explícita do voto é a que mais impacta na opinião pública. O cabo eleitoral vai subornando os ignorantes por R$ 50,00 ou R$ 100,00. (Exemplo é o que ocorreu em Londrina). Mas existem as modalidades - mais daninhas - em que a moeda de troca não é o dinheiro: são ações populistas/paternalistas que ''ganham'' os eleitores ingênuos. É a distribuição de benesses de agrado direto, em lugar empregos, educação e saúde. (Exemplo é o que ocorre no governo federal).

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