Reverenciar a pátria não significa apenas hastear a bandeira neste dia histórico, nem cantar o Hino Nacional e bater a mão no peito em continência. Mais importante é batalhar pela causa de uma nação justa e participativa. O verde-amarelo é uma marca de nacionalidade, e sob essa inspiração cada brasileiro deve fazer bem feita a sua parte, para que no conjunto resulte uma boa obra. E, ao mesmo tempo, ir afastando a predisposição para o negativismo, que se converteu num mal brasileiro depois de tanta frustração com os governantes. Afirmar que tudo está ruim não corresponde plenamente à realidade, e se houver crença nisso os caminhos irão se fechando. Reverenciar a pátria não será necessariamente a idolatria de simbolismos mas o exercício diário da cidadania, e assim se irá descobrindo a magia das boas coisas acontecendo. A pátria que todos almejam haverá de ser edificada pelos cidadãos. Bom seria se houvesse a participação dos governos, mas se eles não correspondem, então que se faça apesar deles. Também não é preciso reverenciar a pátria com o garbo dos desfiles que lembram combates, como se os valores maiores fossem os representados por fuzis com baionetas caladas, jipes e tanques de guerra, sobrevôos de jatos de caça. Porque as grandes vitórias humanas não têm seu ponto culminante nas guerras. Os ideais de independência - aí entendida a soberania, que não pode ser abandonada - devem alicerçar-se também em outros campos, aqueles que abominam os males de toda ordem, e cultuar anseios aparentemente opostos - os da interdependência com os patrícios e com os povos de todas os países, porque o mundo precisa cada vez mais ir eliminando barreiras. Hoje, filhos desta nação vivem em todas as partes da Terra, e co-irmãos de todo o planeta, através dos tempos, optaram pelo Brasil para fixar morada. Patriotismo também tem o significado de fazer esta pátria boa para todos. Homenageá-la é um culto que deve ser praticado em todos os momentos. Compreende também combater os políticos corruptos e inoperantes, os comerciantes e profissionais desonestos, as autoridades truculentas, os maus cidadãos que molestam com seus abusos. Um patriota é um cumpridor de seus deveres e um implacável cobrador de seus direitos. Pequenos atos de bravura, quando necessários contra o arbítrio, também fazem um verdadeiro cidadão. Tudo isto sem abandono do sentimento de fraternidade, atitudes muito mais importantes do que apenas exteriorização de patriotadas. O 7 de Setembro deve ser celebrado todos os dias, mas esta data especial que hoje se comemora deve servir de reflexão sobre o que cada cidadão - afora as suas tarefas profissionais rotineiras - tem feito como algo mais pela pátria e para a edificação de um modelo de vida que seja melhor para todos.

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