Crianças em perigo no ambiente digital
Felca denunciou influenciadores que expõem crianças e adolescentes de maneira sexualizada
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de agosto de 2025
Felca denunciou influenciadores que expõem crianças e adolescentes de maneira sexualizada
Folha de Londrina 
O vídeo-documentário publicado pelo youtuber e influenciador londrinense Felipe Bressanim Pereira, o Felca, que ultrapassou nesta segunda-feira (11) 26 milhões de visualizações, expôs ao público um tema que o Brasil precisa enfrentar: a exploração e a sexualização de crianças e adolescentes nas redes sociais.
A denúncia de Felca foi ao ar na última quarta-feira (6) e o tema foi ganhando repercussão, tanto que gerou investigações, debates no Congresso Nacional e reações de figuras públicas, como o do presidente da Câmara Federal, o deputado Hugo Motta, do Republicanos, da Paraíba, e Erika Hilton, do Psol, de São Paulo. "Na Câmara, há uma série de projetos importantes sobre o assunto. Nesta semana vamos pautar e enfrentar essa discussão", afirmou Motta.
No vídeo-documentário, de quase 50 minutos, Felca denuncia influenciadores que expõem crianças e adolescentes de maneira sexualizada. Entre os citados está o paraibano Hytalo Santos, alvo de investigação pelo MP-PB (Ministério Público da Paraíba) desde 2024 por possível exploração de menores. Ele acabou desativando a conta no Instagram por conta da revolta após Felca expor a situação.
O conteúdo de Hytalo Santos na internet inclui dinâmicas em que adolescentes se beijam, frequentam festas com consumo de bebidas alcoólicas e aparecem em danças sensuais. Felca acusa o paraibano de lucrar com a sexualização juvenil, acusação que é negada pelo influenciador, justificando que ele e os adolescentes formam uma família não tradicional.
Felca apresentou exemplos como o de uma adolescente de 17 anos que aparece desde os 12 nos conteúdos de Hytalo e agora faz parte do debate sobre limites éticos e legais sobre a exposição de menores de idade na internet. Outros canais também são destacados como exemplos controversos.
Além das denúncias, o youtuber londrinense ressalta o efeito dos algoritmos das redes, que potencializam a exposição de conteúdo infantil para públicos maliciosos.
A exploração infantil se espalha com rapidez e alcance global, potencializada pela tecnologia e pela omissão de plataformas digitais que lucram com engajamento, independentemente do custo humano.
É assustador também o fato de existir um grande número de pessoas que seguem os perfis de influencers que produzem e compartilham vídeos que exploram a sexualização de crianças e adolescentes. Hytalo possui cerca de 12 milhões de seguidores no Instagram e 5 milhões no YouTube.
Mas não basta uma indignação momentânea. É preciso que as empresas de tecnologia atuem com responsabilidade para coibir conteúdos que desrespeitam crianças e adolescentes e que os órgãos de proteção atuem com energia. A sociedade não pode se omitir.
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