O Censo de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Paraná já tem 20 municípios com mais de 100 mil habitantes; está atrás de São Paulo (76 municípios), Minas Gerais (31) e Rio de Janeiro (26). Em um fenômeno semelhante ao "êxodo rural", que marcou o País entre as décadas de 60 e 70, há alguns anos as grandes e médias cidades têm apresentado aumento populacional, ao contrário dos municípios menores, que têm registrado encolhimento.
Basicamente, essas pessoas são atraídas pela maior oferta de empregos e por mais oportunidades nas áreas de educação e lazer. No entanto, apesar dessa movimentação populacional, poucos municípios se prepararam para o fenômeno. E o resultado todos já conhecem: bairros distantes do anel central sem infraestrutura para atender seus moradores, como transporte público, escolas, creches e postos de saúde. O principal efeito colateral é o aumento da violência.
É inegável que faltam políticas de planejamento das cidades. O planejamento urbano é uma importante ação contra o crescimento desordenado. Por isso, é fundamental a elaboração de projetos que priorizem a distribuição espacial urbana, a ocupação do solo, o zoneamento das cidades, a infraestrutura de serviços públicos (saúde, educação, rede de água e esgoto, transporte) e as áreas verdes.
Se a criação das regiões metropolitanas parece não ter dado muito certo no Paraná, é preciso obedecer critérios mais técnicos – e não políticos – para sua implementação. A elaboração de propostas que visem a integração dos municípios de forma plena são de fundamental importância para garantir que o crescimento não entre em confronto com a qualidade de vida. Os moradores precisam ter atendidos os seus direitos básicos, as cidades precisam investir em infraestrutura adequada.

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