A região de Londrina (formada por Londrina, Cambé, Ibiporã e Tamarana) voltou a registrar aumento nos casos de homicídios no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Em balanço divulgado ontem, foram 93 casos contra 56, aumento de 66%. No Paraná, o total de homicídios teve um ligeiro crescimento (1,3%), passando de 1.531 registros para 1.551.
É importante salientar que o crescimento das ocorrências de homicídios (as estatísticas incluem também latrocínios) na região de Londrina não pode ser traduzido apenas pelos números. Qualquer aumento no número de mortes já é alto. No entanto, se a quantidade de crimes contra a vida cresceu, é possível avaliar que outros casos também tiveram aumento, como furtos e roubos, ocorrências relacionadas à venda e ao consumo de drogas, ameaças, entre outros. A população sente diretamente o impacto desses crimes porque aumenta também a sensação de insegurança.
A falta de policiais para atender a uma simples ocorrência, de policiamento ostensivo nas ruas, de módulos e constante fuga de presos, somada à iluminação precária de ruas e praças (que, inclusive, já foi tema de reportagem desta FOLHA) compõem o cenário. E isso não é exclusividade de Londrina. O Paraná tem um deficit de policiais, tanto que o governo anunciou a contratação de mais de 3 mil profissionais, entre policiais civis, militares e bombeiros, que estão em fase final de treinamentos. Também foi anunciado um novo concurso público e a abertura de mais 6 mil vagas. São ações que podem resolver o problema a curto prazo.
No entanto, devem ser realizadas ações conjuntas entre todos os governos (federal, estadual e municipal) que discutam medidas integradas e iniciativas que ataquem o cerne da questão: como a oferta de uma educação de qualidade - do ensino infantil, à graduação e ao técnico; e geração de empregos. Se todos tiverem oportunidades de desenvolvimento, fica mais difícil ao crime atrair interessados.

mockup