Crescer sem comprometer as futuras gerações
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quarta-feira, 05 de junho de 2019
Folha de Londrina 
Muita gente espera que esta quarta-feira (5), primeiro Dia Mundial do Meio Ambiente da gestão Jair Bolsonaro, seja recheada de debates quentes. Afinal, a pasta que trata da implementação das políticas públicas ambientais é uma das que mais criaram polêmicas nesses seis meses do novo governo. A maior parte delas levantadas pelo ministro Ricardo Salles, que já minimizou os efeitos do aquecimento global, criticou a eficiência do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) no monitoramento do desmatamento da Amazônia e disse que o ambientalista Chico Mendes foi irrelevante. O tom dos discursos vai variar conforme a origem, mas a escolha do tema deste ano pela ONU (Organização das Nações Unidas) entrega qual é a principal aflição de especialistas em todo o mundo: a poluição do ar. A escolha mostra uma preocupação dos organismos internacionais para o meio ambiente e para a saúde humana.
Segundo a ONU, nove em cada dez pessoas em todo o mundo respiram ar poluído e as emissões nocivas são responsáveis por uma em cada nove mortes de pessoas em todo o planeta. Ainda segundo a organização, no continente americano, cerca de 300 mil pessoas morrem anualmente por doenças provocadas pela má qualidade do ar. Uma ameaça silenciosa.
Buscando soluções para o problema, o Ministério do Meio Ambiente anunciará, nesta quarta-feira, o lançamento de uma rede nacional de monitoramento da qualidade do ar e de uma publicação que trará 15 medidas para diminuir a poluição atmosférica nos municípios.
Nesses tempos difíceis, a data também é propícia para falar sobre as oportunidades de negócios a partir da preservação ambiental. Reportagem da FOLHA deste 5 de junho traz o exemplo da Reserva Natural Salto Morato, no Litoral do Paraná, área que hoje recebe turistas, é fonte de água potável para o município de Guaraqueçaba e atualmente é responsável por 3% do PIB local. Salto Morato está mudando a vocação da região, que passa a contar com o turismo sustentável como uma importante fonte de renda.
É um exemplo que remete ao termo desenvolvimento sustentável, tão utilizado atualmente para lembrar que é preciso encontrar formas de satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as futuras gerações. Um papel que não pertence apenas a governos e empresas, mas também ao cidadão comum.


