Crescendo demanda por profissionais técnicos
O desemprego no Brasil é mais presente no círculo daqueles que pouco sabem fazer, e por não terem qualificação, são descartados. Mas se os pretendentes a trabalho são capacitados, encontram emprego com mais facilidade. Neste espaço de opinião mostrou-se, algum tempo atrás, que as indústrias do Estado de São Paulo não encontravam o número necessário de técnicos especializados, nas mais diferentes áreas, por isso elas próprias passaram a formá-los. Mesmo as escolas profissionalizantes não os estavam fornecendo na quantidade e na qualidade dsejadas.
Ontem, falando a este Jornal, o ex-presidente do extinto Sine, hoje Agência do Trabalhador, Mauro Viecilli (atual presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina), cita exemplo de Curitiba e declara que existem vagas de trabalho não preenchidas por falta de qualificação profissional dos candidatos. São centenas de pessoas que poderiam estar numa situação melhor ele diz se estivessem aptas para as funções disponibilizadas. Referindo-se a Londrina, afirma que se houvesse na cidade duas mil pessoas que falassem inglês e dominassem a linguagem Cobol (da área de informática), todas elas estariam empregadas. Ele ressalta que a cidade está se robustecendo como pólo tecnológico e isto vai requerer mais e mais mão-de-obra técnica. Tendo entre suas funções atrair indústrias para Londrina, ele adverte que é necessário, também, supri-las de trabalhadores qualificados. Se, por um lado, ocorre um déficit dessa gente especializada, demonstrando que a cidade precisa atender a a essa demanda, a informação é alentadora por revelar que há vagas de trabalho.
Sabe-se que nem todos os formados em curso superior encontram trabalho imediato, por isso há que se encontrar uma forma de equilíbrio na produção de profissionais. Certos técnicos podem auferir, hoje, ganhos melhores que os possuidores de diploma universitário. Eles têm também mais oportunidades no mercado de trabalho.
Um exemplo, na área da contabilidade, é que o egresso de curso superior tem dificuldade em encontrar trabalho, pela sua formação acadêmica nem sempre compatível com a realidade dos escritórios e empresas. Isto exige um longo tempo de adaptação. Na verdade tal ocorre em todas as modalidades de aprendizado superior. Essas informações resultam na conclusão de que a formação técnica, nos cursos profissionalizantes, é um caminho largo para a obtenção de emprego, e alertam para a necessidade de investir mais nesse tipo de qualificação.





