O Detran-PR aplicou 35 mil multas a mais de janeiro a maio deste ano em comparação ao mesmo período de 1999. A diretora de operações do órgão, Elaine Kava, atribui à maior fiscalização no trânsito o fato de não haver registro de redução anual no número de infrações do Estado. Nos cinco primeiros meses do ano passado foram constatadas 81 mil faltas no trânsito enquanto este ano o número chegou a 116 mil.
A fiscalização, segundo Elaine, tende a ficar cada vez mais ampla devido ao processo de municipalização dos órgãos de trânsito, proposto pelo Código de Trânsito Brasileiro. Em Curitiba, grande parte das punições é aplicada pelo Diretran, criado em 1998. Em Foz do Iguaçu e Londrina também foram implantadas entidades fiscalizadoras municipais – o Foztrans e o CMTU. Nessas cidades, cabe ao Detran notificar infrações referentes a documentos vencidos ou irregulares e à indevida utilização de telefones celulares.
Kava prevê que outros seis órgãos municipais sejam criados no Paraná até o final de 2001. ‘‘É o município que pode organizar melhor a circulação de automóveis e sabe das dificuldades dos condutores e dos pontos de congestionamento’’.
A suspenção e cassação da carteira de motorista é de responsabilidade do Detran. De acordo a assessoria de imprensa do departamento, os homens representam 85% dos paranaenses que tiveram o documento suspenso. A alta velocidade é a infração mais comum cometida pelos motoristas que perderam 20 pontos na carteira de habilitação. Os motociclistas sem capacete são os que mais ficam automaticamente sem o direito de dirigir.
Apenas 10% das pessoas que perderam temporariamente a carteira foram ao Detran para regularizar a situação. (M.M)

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