Cresce número de mulheres chefes de domicílios
PUBLICAÇÃO
domingo, 19 de janeiro de 2003
Equipe da Folha 
Curitiba Os responsáveis pelos domicílios paranaenses estão mais escolarizados, mais velhos e têm mais representantes femininos do que no início dos anos 90. Essa performance foi observada em todo o Brasil e comprova situações já observadas na comunidade. Em 1991, apenas 14,85% dos domicílios paranaenses tinham como responsáveis uma mulher, índice que passou para 21,44% em 2000. A média nacional foi de 24,91%.
A faixa etária entre 30 a 49 anos permanece como a que tem mais concentração de responsáveis por domicílios. Uma mudança importante ocorreu no nível de escolaridade. A participação dos que não tinham estudo ou menos de um ano caiu de 18,62% em 1991 para 11,80% em 2000. Nesse ano os mais escolarizados (com 11 anos ou mais) se responsabilizaram por 23,05% do total de domicílios, contra apenas 15,93% no início da década.
O rendimento médio mensal dos responsáveis pelas residências aumentou 50% no Paraná, de R$ 521,00 a R$ 782,00. A média brasileira passou de R$ 542,00 para R$ 769,00 (acréscimo de 41,88%). A renda da população rural subiu mais que a da urbana. De acordo com o economista do Dieese, Cid Cordeiro, isso ocorreu porque houve crescimento real do salário mínimo de cerca de 20%, beneficiando principalmente as camadas rurais, que ganham menos. No Paraná, o rendimento rural passou de R$ 253,00 a R$ 422,00 (alta de 66,80%), contra um salário médio urbano de R$ 608,00 a R$ 855,00 (40,63%).
No que se refere à religião, a redução de católicos no Paraná foi a mesma que a observada no Brasil: 11,9%. Já os evangélicos não cresceram no Estado na mesma proporção que no resto do país. Enquanto o Paraná observou alta de 55% desses fiéis, o Brasil teve aumento de 70%. Os dados sobre religião constam da amostra preliminar divulgada em abril do ano passado e não são conclusivos.


