Crédito ao consumidor prevê Natal gordo
Um Natal gordo, comparado ao de 2007, que foi o melhor dos últimos 10 anos. Esta é a perspectiva do comércio varejista, com base na expansão do crédito direto ao consumidor, que começa a se manifestar logo no início de dezembro.
Ao aumentar as diversas formas de financiamento, estimuladas pelo Banco Central, as agências financeiras esperam injetar cerca de R$ 56 bilhões no mercado, em um único mês. Os novos créditos - como vem sendo chamado o pacote de estímulos - representa um aumento entre 10% e 13% na oferta do crediário em dezembro.
A alavancagem nas compras será sustentada pelas diversas modalidades de crédito com recursos livres das instituições financeiras: crédito direto ao consumidor, o CDC, empréstimo pessoal, consignado, cartão de crédito e cheque especial.
A escolha é do consumidor que vai financiar suas compras sem fazer loucuras, como o uso do cheque especial. No momento de optar, ele tem que analisar outros fatores. Com muita prudência, deve verificar se o cálculo dos juros exclui a primeira parcela, considerada pagamento à vista. Deve considerar também os cálculos dos juros compostos e perguntar sobre o tamanho das taxas a serem cobradas após data do vencimento.
E o primeiro trimestre? Após a gastança do Natal e da virada do ano, vem uma ressaca? O governo descarta recessão acentuada mesmo nos três primeiros meses do ano. As quatro metas que sustentam a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), lançada em 2008, serão mantidas apesar do baque sentido pela economia no início do ano. A decisão de manter o programa foi tomada com base nas perspectivas de retomada do crescimento.
Essas perspectivas estariam lastreadas em vários fatores. Aumento dos investimentos, melhora do desempenho do comércio exterior e ampliação dos gastos com pesquisa e desenvolvimento, objetivos centrais da política industrial do governo Lula.
A dúvida é saber se o desempenho da economia no começo de 2010 ainda estará contaminado por um certo grau de imprevisibilidade - por causa da crise econômica - fato que impediria saltos mais ousados no investimento. Analistas garantem que não.





