No último dia 11 de março, o mundo relembrou os cinco anos da declaração, pela OMS (Organização Mundial de Saúde), da pandemia de Covid-19. De 2020 para cá, segundo a entidade, o vírus Sars-CoV-2, causador da doença, matou mais de sete milhões de pessoas, número que pode ser muito maior considerando a subnotificação.

Apesar de passados cinco anos, engana-se quem pensa que a Covid-19 foi vencida. De janeiro a março deste ano, o Paraná registrou 12.945 casos e 62 mortes por Covid-19.

Mesmo que os números apontem uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, os dados acumulados de 2024 — 104.959 casos e 277 óbitos — demonstram que o vírus continua sendo uma ameaça real, principalmente para os grupos mais vulneráveis de pessoas.

A comparação com outras doenças revela a gravidade da situação. A dengue causou 19 mortes no mesmo período. A Covid-19, por sua vez, matou mais de três vezes esse número. Mesmo assim, as autoridades da área de saúde observam uma queda preocupante na adesão à vacinação.

Após o fim do estado de emergência sanitária, muitas pessoas passaram a tratar o coronavírus como um patógeno sem importância, uma mera lembrança do passado. No entanto, ele permanece circulando e, infelizmente, fazendo vítimas.

Relembrando as palavras do secretário estadual da Saúde, Beto Preto: “Vacina boa é vacina no braço”. A população de risco — idosos, pessoas com doenças crônicas, gestantes e crianças — deve redobrar os cuidados. A principal ferramenta de proteção segue sendo o imunizante, amplamente disponível na rede pública de saúde.

A proteção da vida depende de ações contínuas, e vacinar-se é um gesto de responsabilidade consigo e com toda a comunidade. É hora de fazer a imunização chegar a quem mais precisa, antes que os números de Covid-19 voltem a subir.

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