Cortes no Sistema S
A redução na transferência de recursos para o chamado Sistema S, anunciado semana passada pelo governo federal, trará impactos negativos a toda população. Se confirmado o corte de 30%, serão atingidos principalmente os serviços de educação e formação de mão de obra. Segundo dados da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), somente no Estado seriam afetados cerca de 380 mil matrículas por ano. É um número significativo porque são cursos profissionalizantes em cursos técnicos destinados a alunos que concluíram o Ensino Fundamental e o Médio.
Vale esclarecer que sistema S é o nome dado ao conjunto de nove instituições de interesse de categorias profissionais estabelecidas pela Constituição. As receitas arrecadadas pelas contribuições ao sistema são repassadas a essas entidades, na maior parte privadas. São exemplos Senai (indústria), Senar (rural) e Senac (comércio). Também são beneficiadas com a arrecadação instituições híbridas, como o Sebrae, a Agência Brasileira de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que têm gestão compartilhada entre governo e setor privado.
Portanto, além de impactar fortemente na qualificação dos trabalhadores um dos principais gargalos brasileiros , outros setores são atingidos, como as empresas. Confirma-se mais uma vez que o governo dá pouco valor a educação e tampouco está preocupado em deixar um projeto de longo prazo para o País. Investimentos em educação são extremamente necessários e nesse caso há agravantes. Cursos técnicos atendem a necessidade imediata do mercado e ocupa uma parte da população que não tem acesso às universidades. Além disso, pode contribuir para aumentar a produtividade dos trabalhadores brasileiros, item bastante relevante para os tempos atuais.
De todo modo, o que é possível constatar é que o governo pouco faz para passar por esse período de crise econômica. A "conta" foi repassada à população e tão esperado corte na máquina administrativa pouco foi detalhado.





