Corte de árvores revolta vizinhos
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domingo, 28 de abril de 2002
Célia Guerra Reportagem Local 
O corte de duas árvores na esquina da Avenida São Paulo com a Rua Espírito Santo, área central de Londrina, ontem à tarde, revoltou moradores da região. As duas sibipirunas, segundo eles, eram muito antigas mas estavam saudáveis e muito bonitas.
Maria Aparecida Escalone Chaiben disse que o corte das árvores teve início no sábado. O proprietário, segundo ela, se incomodova com a sujeira da calçada provocada pelos muitos pássaros que dormiam ali. A rua já está praticamente sem árvores e ainda permitem a derrubada das mais bonitas, protestou.
Outro morador, Edson da Silva, informou que durante a semana funcionários da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), teriam cortado os galhos das árvores que avançavam para o interior do terreno. O serviço da Sema não deve ter agradado o proprietário, presumiu. Silva comentou que há cerca de 90 dias outra árvore da rua foi arrancada pelos proprietários de outro imóvel. Nem mesmo o buraco da planta foi deixado.
O corte das árvores estava sendo acompanhado pelo empresário José Maria Ferreira, que se identificou como esposo da proprietária da casa, Maria José de Pauli. Ele disse que possuía autorização para o corte. O trabalho, de acordo com Ferreira, estava sendo feito por uma empreiteira da Secretaria do Meio Ambiente.
As duas árvores, continuou o empresário, estavam condenadas e já haviam causado vários transtornos com a queda de galhos, um deles teria até atingido um veículo na frente de uma clínica que fica ao lado da casa. Ele mostrou ainda a grade do imóvel que teria sido amassada por outro galho que caiu recentemente. Moradores rebatem a afirmação dizendo que a queda ocorreu no sábado, durante o corte.
O secretário do Ambiente, João Mendonça, disse que não tinha conhecimento sobre a autorização de derrubada das árvores e iria enviar fiscais ainda ontem para o local. A informação sobre a autorização seria checada hoje de manhã. Caso não fosse confirmada, o proprietário do imóvel seria multado e o caso seria encaminhado à Promotoria do Meio Ambiente. O valor da multa, como destacou é elevado. Ainda de acordo com Mendonça, a Sema não possui contrato com nenhuma empreiteira e esse tipo de serviço não é realizado nos finais de semana.


