A corrupção nunca foi tão escancarada no Brasil. Seja pelos desdobramentos da Operação Lava Jato, que apura um esquema bilionário de desvio de dinheiro da Petrobras, ou pela Publicano, desencadeada em Londrina e que investiga cobrança de propina por fiscais da Receita Estadual, diariamente esses fatos são relatados pela imprensa nacional. Embora não seja um problema novo, esses acontecimentos têm influenciado na percepção das pessoas sobre as dificuldades enfrentadas pelo País.

Recente pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha indica que, pela primeira vez, a população considera a corrupção o principal problema do Brasil. O tema ficou à frente da saúde, educação e segurança pública, por exemplo, áreas bastante deficitárias e que afetam diariamente a vida de milhares de pessoas. No entanto, se a corrupção tem incomodado tanto por que a população ainda está alheia aos principais atos de seus governantes?

A indignação é importante, mas neste momento mostra-se insuficiente. As pessoas precisam partir para atos mais práticos e exigir que seus direitos sejam garantidos e respeitados. Para ficar em um exemplo, a mobilização da comerciante Adriana Lins de Oliveira, de Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro), conseguiu não só impedir o aumento de salário dos vereadores de R$ 3,5 mil para R$ 7,5 mil, mas baixar os vencimentos para R$ 970. Quando a população mostra sua força, os resultados aparecem.

Está em curso na Câmara dos Deputados um processo de impeachment contra a presidente Dilma, a segunda a enfrentar esse problema na história recente. Além de ideologias partidárias, é importante que todos se informem da situação, que trará consequências positivas e negativas a todos independentemente do resultado. Portanto, a mobilização popular é crucial. É preciso acompanhar atentamente os atos dos deputados, senadores, dos ministros e da presidente. Os acontecimentos de agora impactarão futuramente na vida de todos.

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