A cada fase da Operação Publicano, desencadeada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, a sociedade fica mais estarrecida. Uma verdadeira quadrilha estava instalada na delegacia da Receita Estadual com objetivo único de desviar dinheiro público. Um esquema que já durava pelo menos 30 anos e que provocou prejuízos milionários aos cofres estaduais.
Em Londrina, segundo aponta o Gaeco, 31 fiscais estão envolvidos, o que corresponde a um quarto dos 135 auditores da delegacia local. Ninguém pode discordar que se trata de um número muito alto. Além disso, as investigações apontam que a organização agia em agências de municípios da região e em outras delegacias, como a de Jacarezinho (Norte Pioneiro) e a de Curitiba, sede do órgão. No Norte do Estado, foram presos nove auditores de Apucarana, Rolândia, Apucarana, Arapongas, Ibiporã e Cornélio Procópio, além de Jacarezinho. Em Curitiba, dez auditores estão envolvidos – oito foram presos e dois ainda estão foragidos.
É importante que as investigações sigam em frente e apurem os beneficiados e o montante desviado. Nenhum paranaense pode aceitar um esquema desses, montado para dilapidar o patrimônio público. Os responsáveis têm que ser punidos, até mesmo para desencorajar novas ações. A Secretaria de Fazenda deve também se apressar para apurar o total desviado e para recuperar esse dinheiro. É importante que todos esses recursos voltem aos cofres públicos.
A população deve se conscientizar de que a corrupção é um dos piores crimes praticados porque atinge a todos. Recursos desviados tiram dinheiro de investimentos em hospitais, escolas, universidades, estradas, entre várias outras obras. Não é crime que pode ficar impune. Além de prisão, os envolvidos devem devolver o dinheiro desviado.

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