Na corrida para a destruição, por via das mais mortíferas e mutiladoras armas, não se pode conceber as loucuras humanas a partir de homens sensatos e sim dos suicidas do mundo, que neste cruzar de milênios foram surgindo cada vez em maior número e assombram a humanidade. Depois da tragédia da 2ªGuerra Mundial, das bombas atômicas lançadas pelos norte-americanos sobre duas cidades japonesas, dizimando quase toda a população e deixando seqüelas físicas e morais que até hoje perduram; depois das guerras da Coréia, do Vietnã, do Iraque, também de inspiração norte-americana; depois dos atentados terroristas assombradores, agora são os enlouquecidos do Irã que querem produzir sua bomba. Por trás da retomada desse projeto está o presidente Mahmoud Ahmadinejad, uma nova liderança sinistra que desponta. Em dois anos o Irã pode ter sua bomba atômica, e um tal artefato em poder de insensatos não será mera peça de propaganda bélica e de ameaça, mas poderá ser utilizada. Disto a população do mundo não duvida, depois do feito americano e após assistir, diretamente pela televisão, à destruição das torres-gêmeas de Nova York pela ação de comandos terroristas e de pilotos-suicidas. O Irã já possui material e instalações para produzir urânio altamente enriquecido, necessário para a fabricação da bomba. Ontem expirou-se o prazo dado pelo Conselho de Segurança da ONU para que o Irã mude de idéia, e doravante o que pode ocorrer será uma incógnita. Os Estados Unidos, apoiados pela Grã-Bretanha e pela França, são favoráveis à adoção de sanções comerciais, tecnológicas e políticas contra o Irã, com o que não concordam a Rússia e a China, com poder de veto no Conselho de Segurança e defensoras de uma solução diplomática para o conflito. O dragão que emerge do Irã e que se manifesta tenebroso pela posição do presidente Ahmadinejad, constitui um novo perigo para o mundo. Por outro lado, as revelações de que já soma dezenas de milhares o número de candidatos a homens-bomba – principalmente jovens – nas regiões conflagradas do Oriente, geram grande intranqüilidade, pois não se trata de guerreiros regulares – produtos, igualmente, da insensatez humana – mas de suicidas fanáticos, que justificam seus atos, sobretudo, em convicções religiosas. O número de inscritos para essas missões vai aumentando e já forma verdadeiros exércitos. Estes são informes que apavoram a humanidade inteira, pois ninguém está a salvo. No caso de explosão nuclear, toda a população do mundo será diretamente ou indiretamente afetada. Os perigos, portanto, não residem apenas na violência doméstica de cada país mas também nas ameaças assustadoras que fazem esses agentes do mal, homiziados nos intramuros da Casa Branca e do Pentágono, em nações aliadas por interesses econômicos e estratégicos, em aldeias miseráveis de regiões do Oriente milenar e nos redutos do fanatismo religioso, todos capazes dos mais inusitados cometimentos.

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