A correria imposta pela vida moderna, em muitos casos, tornou as pessoas mais individualistas. A falta de limites e a busca incessante por bens materiais parece ter escondido alguns valores importantíssimos à convivência em sociedade. Reportagem de hoje desta FOLHA discute a solidariedade e a capacidade de mobilização das pessoas para ajudar o próximo quando tragédias ou fatos muito graves acontecem.
Em Londrina, por exemplo, o incêndio na casa noturna Mansão Palhano, há quase dois meses, mobilizou a comunidade para ajudar os proprietários. O conforto veio sob duas formas: espiritual e material; casos graves de doenças também sensibilizam as pessoas que se unem para ajudar. Se as tragédias tornam as pessoas mais humanas, é importante saber que os outros também se importam e estão dispostos até mesmo a mudar sua rotina em prol do próximo. Indica que os seres humanos ainda estão conseguindo parar, observar essas ocorrências e ajudar.
Também importante acrescentar que as pessoas tornaram-se mais insensíveis a partir da explosão da violência. Estes tipos de casos, alguns executados com extrema crueldade, abalam a confiança em outras pessoas, o que também é natural. No entanto, essas ocorrências não podem deixar as pessoas frias a ponto de não se importarem com o sofrimento alheio. Todos merecem respeito e devem ter mantida sua dignidade.
É fundamental ressaltar que ações de solidariedade devem sempre ser incentivadas e divulgadas porque reacendem a esperança sobre a humanidade. Indicam que as pessoas ainda conseguem se sensibilizar com o sofrimento do próximo e que estão dispostas a abdicar de algumas coisas – sejam pequenas ou grandes – para ajudar o outro.

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