Temas tão diferentes quanto controversos, como o direito ao tratamento contra infertilidade, ao parto humanizado, à anticoncepção e ao aborto, estão na pauta de discussões da Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. A diretora-executiva da organização, Clair Castilhos Coelho, esteve em Londrina na semana passada para proferir, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a palestra ''Direitos Sexuais e Reprodutivos na América Latina: Avanços e Retrocessos''.

Defensora do amplo direito de homens e mulheres decidirem sobre o exercício da própria sexualidade e processo reprodutivo, ela batalha, na Rede, pela inclusão desses temas no rol dos Direitos Humanos. Segundo ela, direitos sexuais básicos, como o planejamento reprodutivo e até o aborto, sempre foram cerceados pela sociedade e transformados em tabus. Antes pela culpabilização da mulher, rotulada de pecadora. E ainda hoje, tratando a gravidez como uma espécie de ''doença''.

''Quando o casal se separa, o papo dominante é o seguinte: a mulher que se vire, porque o filho é dela. Então, se ela vai se virar porque o filho é dela, pode se virar do jeito que quiser, incluindo a interrupção da gravidez'', argumenta.

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