Editorial -

Coronavírus: os desafios de quem está na linha de frente


Folha de Londrina
Folha de Londrina

Na luta contra a Covid-19, os profissionais de saúde estão entre os principais grupos de risco de infecção pelo novo coronavírus. O motivo é óbvio. Esses trabalhadores estão em contacto direto com os cidadãos que apresentam os sintomas e estão em tratamento.

Na semana passada, a Irmandade Santa Casa de Londrina passou por um surto da doença, que culminou no afastamento de 95 funcionários. Desse número, 15 testaram positivo para a Covid-19.



O fato aconteceu depois que um paciente que havia procurado o atendimento na emergência da Santa Casa teve o diagnóstico da doença confirmado. 

Nesta semana, a Covid-19 impactou o atendimento no Pronto Socorro do HE (Hospital Evangélico) de Londrina, que suspendeu o atendimento no setor de emergência por três dias como medida para conter o risco de um surto, uma vez que um paciente de 84 anos atendido na unidade teve resultado positivo para o teste de coronavírus. A medida visa proteger a segurança dos demais internados e colaboradores. 

 

O comunicado da suspensão dos atendimentos no pronto socorro do HE foi emitido na manhã desta terça-feira (26) e segundo a direção do hospital as próximas 72 horas contando a partir do fechamento do setor são de muito trabalho no hospital, o que envolve a testagem de todos os funcionários e o encaminhamento dos pacientes que estavam no PS, seja para cirurgias ou outras alas da instituição, o que vai permitir a limpeza. 

 

A contaminação de profissionais de saúde pelo novo coronavírus e a necessidade de suspensão de atendimentos em unidades hospitalares para evitar o risco de surtos da Covid-19 são alguns dos desafios enfrentados diariamente no atendimento aos pacientes.

 

No enfrentamento da pandemia, os trabalhadores de saúde que estão na linha de frente, arriscando a vida para tratar de pacientes com Covid-19, precisam ganhar visibilidade e o reconhecimento da sociedade. No mundo inteiro aconteceram manifestações de apoio, seja na forma de aplausos coletivos nas janelas e sacadas, seja respeitando o isolamento social.

 

Quando se tem notícias de que um surto de Covid-19 fechou uma ala de hospital, interrompendo o atendimento justamente no momento que mais se precisa de leitos hospitalares, a melhor maneira do cidadão ajudar é refletindo sobre as medidas de prevenção, principalmente quando se trata de obedecer o retiro domiciliar. Sair de casa apenas quando necessário é a melhor maneira de gratidão aos profissionais de saúde e de respeito à coletividade. 


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