Considero tarde demais se fazer algo em relação aos camelôs. Uma vez que houve o incentivo e se criou a lógica do ‘‘quem nunca foi ao camelô?’’, difícil coibir o comércio e a livre oferta de produtos piratas.
  Quem apresentar as notas fiscais dos produtos terá a mercadoria de volta. Não é possível se admitir a sonegação de impostos. Muitos dos comerciantes que tiveram suas lojas apedrejadas mantêm os tributos em dia. Quebrar, interditar, prejudicar o funcionamento e demais atos de vandalismo não são a solução. As lojas não têm porque pagar o preço.
  Em relação à pirataria em si, reafirmo: seria necessário cortar o mal pela raíz. Isso não foi feito, agora é tarde demais. Tudo continuará como está: passado o calor das emoções, os produtos piratas seguirão sendo vendidos.

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