Copa também é caso de saúde pública
Quando o assunto é Copa do Mundo 2014, há outros temas importantes para trazer ao debate, além da conclusão dos estádios e das obras de mobilidade urbana. Um desses assuntos é apresentado, hoje, pela FOLHA. Grandes eventos que envolvem deslocamento físico de muitas pessoas, os chamados movimentos de massa, precisam ser monitorados com atenção por órgãos de saúde e controle sanitário.
A preocupação cresce em tempos de superbactéria. Londrina ainda vive o trauma de ter registrado o primeiro caso no Paraná da superbactéria Nova Délhi, denominada NDM-1 (originalmente da Índia), há pouco mais de uma semana. As primeiras notificações aparecerem em 2013, nas cidades de Porto Alegre e Rio de Janeiro.
Especulações apontam que há fortes indícios de que a Nova Délhi tenha aparecido no País exatamente no período da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em julho do ano passado, no Rio de Janeiro.
Apesar das superbactérias serem um dos maiores desafios da saúde pública de todo o mundo, as autoridades devem ficar atentas a casos de doenças comuns em outros países com possibilidade de se proliferarem por aqui, durante a Copa do Mundo. Torcedores estrangeiros podem trazer em seus organismos rubéola, sarampo, gripes aviária e suína, cólera, entre outros.
Por outro lado, há as doenças que os estrangeiros podem contrair no Brasil. A dengue é uma grande preocupação em todo o território nacional. Já a malária e a febre amarela tornam-se risco para quem se deslocar para os Estados da região norte.
Diante do risco, é preciso saber se os municípios que vão atrair turistas para a competição da Fifa estão se mobilizando para esclarecer moradores e estrangeiros sobre formas de prevenção. Faltando pouco tempo para o início do torneio, o Ministério da Saúde providenciou campanhas publicitárias nesse sentido?
Seria um bom começo se a saúde pública orientasse os brasileiros a atualizarem suas carteiras de vacina.





