Copa e economia
A menos de um mês para o início da Copa do Mundo no Brasil, intensificam-se as discussões a respeito dos "prejuízos" provocados pela realização do Mundial. Além das prometidas obras anunciadas que não foram concluídas ou sequer saíram do papel, o empresariado iniciou discussões a respeito do aumento de feriados em função dos jogos. Além disso, há que se calcular também as horas não trabalhadas do setor produtivo.
Estimativa do Instituto Brasileiro de Governança Trabalhista aponta que as perdas financeiras podem chegar a R$ 5 bilhões no País caso as horas paradas não sejam compensadas, considerando que o Brasil chegue à final da Copa. É uma estimativa bastante alta, ainda mais se também for analisado o total de feriados nacionais, estaduais e municipais e o atual cenário econômico, que não é dos mais favoráveis.
É claro que durante a realização dos jogos deve haver um clima festivo no País. No entanto, é importante que a economia não deixe de girar por isso. O Brasil receberá um grande número de turistas que, certamente, deixarão impactos positivos. Geração de empregos, movimentação da rede hoteleira e do comércio em geral, além do aumento da arrecadação de impostos trarão importantes contribuições para a economia brasileira, mas o foco não deve ficar só nessas questões.
Se para a população o principal benefício com a realização dos jogos seriam as obras de infraestrutura e mobilidade, por enquanto não há motivos a comemorar. Das 167 obras prometidas, apenas 68 estão prontas, ou 41%. Outras 88 (53%) estão incompletas ou ficarão para depois da Copa; 11 não sairão do papel. Portanto, é importante que a população mantenha o foco na manutenção da economia. Importante que o País não registre grandes prejuízos por conta dos jogos e que saiba tirar proveito dos benefícios agregados.





