Em meio a tantas incertezas sobre a proliferação da Covid-19 e ao surgimento de variantes que tornam o combate à pandemia ainda mais desafiador, a cooperação é apontada como fundamental para acelerar a inovação nas mais diversas áreas da saúde. O tema norteou a primeira edição da Rodadas de Conteúdo, projeto do Grupo Folha que tem como objetivo debater em lives mensais tendências para o desenvolvimento de setores estratégicos da economia.

Realizado em formato híbrido no último dia 8, o primeiro ciclo de debates reuniu quatro especialistas em Saúde: o mediador, Gilberto Martin, ex-secretário municipal e estadual de Saúde, professor de Medicina na PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Londrina e um profundo conhecedor do SUS; Omar Genha Taha, diretor da Unimed Londrina; David Livingstone Alves Figueiredo, pesquisador da Universidade do Centro-Oeste (Unioeste) em Guarapuava; e o geriatra Rubens de Fraga Júnior, professor da Faculdade Mackensie, de Curitiba.

Os especialistas convergem em um ponto importante: a necessidade de acelerar o processo de produção e oferta de serviços medicinais que visem atender a demandas de consumidores e cidadãos impostas antes e durante a pandemia torna imperativa a integração entre poder público e iniciativa privada.

Gilberto Martin avalia que a integração é a maneira mais eficiente para que as soluções que devem ser construídas de interesse comum sejam mais efetivas e de maior alcance. Pensando no importante atendimento prestado pelo SUS a toda a população e nas deficiências do sistema expostas pela pandemia, ele aponta que a informatização e a integração da rede são urgências reais.

O surgimento da pandemia revelou também que o avanço tecnológico é uma realidade, uma vez que permitiu a produção acelerada de vacinas especialmente aos grupos prioritários, cujas comorbidades geram fatores de risco a quem contraiu a Covid-19. O geriatra Rubens Fraga Júnior, para quem o mundo enfrenta uma sindemia - combinação de pandemia e sinergia –, destaca também a eficácia da telemedicina, recurso tecnológico que permite o atendimento remoto do médico com seu paciente e cujas legislações e protocolos vêm sendo cada vez mais discutidos entre conselhos e governos.

Omar Taha, presidente da Unimed Londrina, avalia que o domínio de técnicas inovadoras tem sido um diferencial no combate à pandemia e os profissionais e especialidades que souberam usar a tecnologia a seu favor, como por exemplo a incorporação da Indústria 4.0, vêm saindo na frente. Nesse sentido, o Paraná apresenta soluções absolutamente de vanguarda, como o Vale do Genoma, um ecossistema de inovação que tem como principal objetivo estudar e buscar soluções para diversas patologias, por meio do uso de inteligência artificial. O assunto foi levado ao encontro da FOLHA pelo professor David Figueiredo, que participa do projeto com mais de 270 pesquisadores.

São discussões que permitem buscar acima de tudo soluções que promovam o bem estar de nossa gente e o desenvolvimento social e econômico de toda uma região. A FOLHA entende que cumpre seu papel quando mantém sua característica histórica de colaborar para que Londrina e todo o Estado estejam na vanguarda dessas discussões.

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