Conversa de boteco 4
Se construíssemos um novo pacto federativo onde os estados seriam o máximo possível independentes da federação
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
Se construíssemos um novo pacto federativo onde os estados seriam o máximo possível independentes da federação
Claudio Tedeschi 
Sonhei que um certo país, mesmo caótico, pode se transformar, basta usar a imaginação, pois lembrei de duas frases:
A primeira de Walt Disney, "tudo que se possa sonhar, se pode realizar " .
A segunda de Albert Einstein, "a imaginação é mais importante que o conhecimento, porque o conhecimento é limitado, ao passo que a imaginação abraça o mundo".
Então deixei minha mente navegar no oceano infinito da minha imaginação e me perguntei, será possível destruir o anel (terra brasilis), assim como foi destruído o anel de sauron no livro senhor dos anéis de J.R.R.Tolkien. Acho que sim, basta algumas pequenas "transformações a serem implementadas na terra brasilis, então comecei a imaginar.
Quem sabe:
Se melhorássemos, e universalizássemos a qualidade do ensino fundamental.
Se tivéssemos uma nova constituição ancorada em valores e princípios universais e eternos .
Se está constituição construísse poderes republicanos independentes e equilibrados.
Se a classe política se elegesse para servir o povo, e não ser servida por ele .
Se construíssemos um novo pacto federativo onde os estados seriam o máximo possível independentes da federação, e mudássemos o sistema tributário e arrecadatório para que os recursos que são gerados nos municípios e estados aí já fossem aplicados.
Se cada estado pudesse definir políticas públicas de saúde, educação, segurança mais adaptadas a suas realidades.
Se uma nova constituição, fosse mais no viés da defesa do cidadão contra o estado, com enunciados mais concisos e objetivos permitindo uma maior segurança jurídica e uma justiça menos onerosa e mais eficiente.
Se o STF, fosse uma instituição mais reservada e contida e sem viés partidário.
Se fizéssemos uma reforma administrativa acabando com os privilégios, que fazem de parte do funcionalismo público uma categoria bem mais privilegiada notadamente em suas aposentadorias especiais em média bem maiores que as da iniciativa privada.
Se a reforma política acelerasse a cláusula de barreira para que tenhamos no máximo 3 partidos com representatividade, e não uma prostituição de oligarquias lutando em geral por vantagens pessoais ou de grupos.
Se fossemos governados por estadistas e não por demagogos, clientelistas, assistencialistas e irresponsáveis fiscal.
Se tivéssemos maior equilíbrio entre o oferecimento de cursos de humanas e de exatas principalmente nas universidades públicas.
Se não houvesse um tsunami de cursos de direito formando grande parte de nossos analfabetos funcionais.
Se o investimento em ciência tivesse um foco preferencial em ciências aplicadas, gerando patentes .
Se a estabilidade em cargos públicos estivesse restrita a cargos de estado.
Se as justiças ambiental e trabalhista não tivessem tanto viés ideológico.
Se as reformas administrativa, previdenciária, e tributária fossem na direção de reduzir o aparato burocrático e retirar privilégios, destravando a economia, e considerando que o cidadão é inocente a não ser prova em contrário e não o inverso.
Acordei pensando "nossa é tão pouca coisa", que acho que é possível realizar ainda neste século.
Porém devemos lembrar que uma grande caminhada começa pelo primeiro passo ( provérbio chinês) .
E que podemos não ter a coragem e virtude dos grandes heróis, mas que pelo menos não tenhamos a covardia dos omissos.
Claudio Tedeschi, leitor da FOLHA


