Conversa de boteco 3
Millor Fernandes dizia que: uma ideologia quando fica bem velhinha vem morar no Brasil
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 12 de setembro de 2025
Millor Fernandes dizia que: uma ideologia quando fica bem velhinha vem morar no Brasil
Claudio Tedeschi 
"Vivemos em um castelo de areia sustentado pela hipocrisia e o sofismo"
O discurso político no Brasil, inundado de hipocrisia e sofismo, parou em 1848 ( manifesto comunista ) de Marx e Engel. É o famoso " nós contra eles" , "ricos contra os pobres ".
Sendo esta uma discussão rasa , inculta e pobre para os dias de hoje.
Millor Fernandes dizia que: uma ideologia quando fica bem velhinha vem morar no Brasil .
Aqui a grande maioria dos nossos políticos abusam da hipocrisia e do sofismo, usando como ferramentas para se manter no poder (custe o que custar), para seu benefício próprio.
Num regime capitalista democrático (que me parece é o regime vigente no Brasil), a riqueza da nação é medida pela saúde econômica e prosperidade de suas empresas e negócios, pois são elas que pagam impostos e geram empregos e renda de qualidade.
No Brasil, este segmento econômico vem sendo sufocado por um estado dinossáurico, burocrático e legalmente caótico, que consome uma vasta fatia do que se produz, para manter uma ineficiente máquina pública. Esta máquina criou um arsenal de privilégios e vantagens ao longo da história da República, para si mesmos, e construíram ao invés de poderes republicanos independentes (poderes interdependentes), que " almoçam juntos ", numa confraria de troca de favores, permutando seus poderes, quase sempre em benefícios próprios.
Já que um faz a lei, o outro julga a lei e o outro executa a lei. Com isso construíram uma nação que o que menos importa é o cidadão (a não ser seu voto).
Em pesquisa recente do Data Folha, 78% dos entrevistados consideram que o Congresso Nacional tem como atuação principal a busca de seus próprios interesses.
Esta verdadeira "corte" brasileira tem produzido um estado de excessivos privilégios, que estão levando a nação a enormes problemas econômicos, financiados por uma carga tributária cada vez mais voraz. "Brasília governa hoje de costas para a nação."
Eles que dizem lutar tanto para minorar as desigualdades e injustiças, sempre acusando a classe produtora como culpada, pela alta concentração de renda na mão de apenas 1% da população (falando sempre em taxar os mais ricos), mais quem são estes mais ricos no Brasil senão eles mesmos, pelo acúmulo de seus salários e privilégios.
Segundo dado do PNAD (pesquisa nacional por amostra de domicílio) e dados do imposto de renda, destes 1% mais ricos, em torno de 70% deles têm algum vínculo com o setor público.
Fora suas aposentadorias que criaram uma previdência de cidadãos de primeira classe (eles) e de segunda classe, os da iniciativa privada, tamanha a disparidade entre ambas .
Os presidentes das instituições públicas, bem como a classe política, sabem bem o que deve ser feito, porém o que deve ser feito implica na redução ou eliminação de seus privilégios e proventos que em geral eles mesmos se auto instituíram. Porém, ao invés de se auto conterem em privilégios, preferem criar uma narrativa populista e demagógica em que os culpados são sempre os outros.
Todos são a favor de mudanças em geral, mas são contra elas sobretudo quando são eles que terão que mudar.
Com isto, chegamos a um ponto no Brasil que estamos nos arruinando e sempre os culpados são " eles ", mas estamos todos no Brasil , e não existe o eles, existe apenas o nós, uma nação sob Deus, indivisível que deve buscar liberdade e justiça para todos.
Se não é possível uma reforma administrativa que leve em conta o que já está consolidado, que pelo menos tenhamos a coragem e a dignidade de fazê-la para o futuro, a bem das próximas gerações.
Claudio Tedeschi, leitor da FOLHA


