A reclamada e necessária contribuição da sociedade ao poder público manifesta-se também por pesquisas como as que tem feito o núcleo londrinense da Escola Superior de Guerra - instituição emanada do espírito estratégico do regime militar de 40 anos atrás e que, pelo trabalho que desenvolve, melhor se denominaria Escola Superior de Altos Estudos. Reportagem da FOLHA mostra que são inúmeros os projetos de políticas públicas (em forma de monografias) que estão disponíveis, embora pouco conhecidos das administrações municipais.
A tônica desse trabalho é o desenvolvimento ordenado e sustentável, de grande relevância quando os poderes públicos, até por inexperiência de seus titulares - egressos do meio social sem o necessário conhecimento - muitas vezes cometem erros na execução de obras e serviços, alguns de difícil reparo depois.
A divulgação da existência de tais estudos, como este Jornal fez agora, deve receber a atenção das autoridades municipais, para avaliação e eventual aplicabilidade. O momento é oportuno porque uma nova administração municipal acaba de assumir em Londrina, e obviamente que necessita de cooperação das inteligências comunitárias e por extensão de todas as pessoas. Existem mais de 300 projetos disponibilizados e gratuitos. Outras instituições públicas e privadas também têm dado sua contribuição, o que é fundamental - porque geralmente estribadas em aprofundados estudos - e deve servir também aos vereadores como municiamento aos seus projetos. Esses estudos abordam questões como os aterros do lixo, melhor controle das ações da máquina pública, noções das necessidades de cada região da cidade, destinação útil aos detritos das construções, como a compactação de estradas rurais (no passado o prefeito Wilson Moreira autorizou esse despejo no Lago Igapó, aterrando parte dele), e assim por diante. Outros projetos avançam para o desenvolvimento do turismo municipal e regional, utilizando também referências já existentes. Os roteiros suburbanos são mencionados, assim como pontos da área urbana com atrativos históricos e gastronômicos.
Estes são apenas alguns exemplos, porque tantos outros são mostrados. Aí se somam os focalizados regularmente pelos veículos de comunicação, com sugestões e também críticas. Os indicativos refletem anseios e valores da população, e uma administração pública atenta e interessada em operar em consonância com a comunidade precisa levá-los em conta.

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