Contribuição para o futuro do Estado
Estas eleições oferecem aos brasileiros a oportunidade ímpar de mudar os rumos do País e do Estado. Depois de quatro anos de mandato, os eleitores têm a oportunidade de referendar uma administração ou podem optar por mudar a condução de uma gestão pública. É um momento de definição e, por isso, é preciso sensatez ao digitar o número de um candidato na urna eletrônica. Para auxiliar os eleitores nessa difícil tarefa, nas duas últimas semanas, a FOLHA publicou uma série de sabatinas com os candidatos a governador do Paraná. Foram entrevistados os oito postulantes.
É importante que os leitores avaliem todas as declarações. Interessante pontuar que os paranaenses conhecem os dois candidatos que estão à frente das pesquisas de opinião e que têm monopolizado o debate eleitoral: Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB). Pesa a avaliação dos últimos quatro anos da gestão tucana contra 12 anos de mandato do peemedebista. Além de discutir estilos diferentes de governar, de fazer campanha, seja debatendo propostas e apresentando melhorias ou por meio de invencionices contra adversários e discursos truculentos ou mentirosos, é preciso avaliar avanços e melhorias econômicas e administrativas.
E, nesse ponto, nada mais interessante do que comparar dados oficiais. Os números são lógicos, ajudam a definir parâmetros e a nortear escolhas. Por exemplo, entre 2003 e 2010, o Produto Interno Bruto brasileiro ficou, em média, em 4% ao ano; o do Paraná ficou em 3,8%. Nos últimos quatro anos, o índice nacional foi de 2%, enquanto o estadual subiu para 4,2%. Novas empresas, setor econômico fundamental para garantir a manutenção do emprego e da renda dos trabalhadores, investiram cerca de R$ 35 bilhões (período entre 2011/14) contra R$ 16 bilhões (2003/10).
O Porto de Paranaguá, que foi bastante prejudicado devido à falta de dragagem, movimentou 140,5 milhões de toneladas entre 2007 e 2010 contra 163,9 milhões de 2011 a agosto de 2014. Também é possível comparar outros avanços. Na educação, por exemplo, o salário inicial dos professores por 40 horas semanais é de R$ 3.194,74; em 2010, o valor era de R$ 2.001,87. A hora-atividade, uma antiga reivindicação da categoria, subiu para sete aulas por semana; há quatro anos eram quatro.
A segurança pública também melhorou, embora ainda esteja bem longe do desejado pela população. O número de homicídios caiu 21,4% - de 3.276 (2010) para 2.575 (2013). A taxa de homicídios (assassinatos por mil habitantes) caiu de 30,4 para 23,36 na comparação entre os dois anos. Há mais policiais militares nas ruas: entre 2007 e 2010 foram 1.292 incorporações contra 6.664 (2011 e 2014). Na saúde, o orçamento foi aumentado de R$ 6,5 bilhões (2003/10) para R$ 8,5 bilhões (2011/14). A oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva credenciada ao Sistema Único de Saúde aumentou de 1.268 para 1.838. Além disso, no período a mortalidade materna caiu 40%, enquanto a mortalidade infantil foi reduzida em 10%. Por isso, a análise objetiva é importante. Fundamental ressaltar que a atual situação do Estado está longe de ser a ideal e que é preciso avançar ainda muito mais. No entanto, os dados estatísticos comprovam as melhorias alcançadas durante estes últimos quatro anos.
Portanto, o eleitor tem a oportunidade de, com o seu voto, contribuir para continuar melhorando o Estado, a partir de investimentos em áreas fundamentais à melhoria de vida dos paranaenses. Todos têm papel fundamental na consolidação da democracia e, para alguns atores, talvez a melhor função seja a própria oposição, que é cobrar o bom funcionamento do governo.





