Contratações na indústria e boas colheitas
A notícia de que a montadora Renault do Paraná contratará 600 empregados é certamente melhor do que se a informação fosse ao contrário, ou seja, uma eventual demissão desse número de trabalhadores. Porque depois que irrompeu a crise financeira, não foram coisas agradáveis o que se tem lido. A decisão de admitir é uma necessidade da fábrica, para atender ao mercado, e isto é demonstração de retorno gradativo da normalidade, após tanta turbulência e incerteza.
Nota da empresa afirma que ''este é o momento de reforçar o nosso compromisso com o Brasil, gerando mais empregos e contribuindo para a solidez da indústria nacional e da economia''. Certamente que, em momento de crise, compromissos desse gênero vão de roldão com a corrente, e se a Renault admite as seis centenas de trabalhadores é porque o mercado exigiu isto. O importante é que fatos como este reativam o entusiasmo e dão garantia de ganho para esse contingente de operários e uma segurança para as respectivas famílias.
Enquanto isso acontece, outra boa informação divulgada por este Jornal é que se eleva a projeção da safra de grãos no Paraná, apontando para 25 milhões de toneladas, somados os plantios de verão e inverno e a segunda safra. O volume é menor que o da colheita anterior, em face de geadas, estiagem e chuvas em excesso, porém superior ao que fôra previsto um mês atrás. De qualquer modo é um volume formidável, colocando o Paraná como segundo produtor, depois de Mato Grosso. No conjunto, uma boa perspectiva do Paraná é um recorde na produção de trigo. O mesmo se diz da safra nacional de grãos, que se também diminuiu com relação ao ano agrícola passado - pelas mesmas razões acima apontadas - chegará ao expressivo volume de 135 milhões de toneladas. Esta será a segunda maior colheita registrada no Brasil. Não se pode acreditar em triunfo de crise com uma produção deste tamanho.
Com alguns altos e baixos entre uma safra e outra, o histórico do Paraná e do País é de grandes volumes de produção, um processo regular que não conhece catástrofes que tenham aniquilado safras, a não ser os episódios de geadas que dizimaram os cafezais, marcadamente a de 1975. Mas não apenas os grãos (soja, milho, arroz, trigo, feijão) formam o prodígio das excelentes safras mas também as carnes (bovina, suina e de aves) e toda a vasta listagem de outros alimentos produzidos o ano inteiro, de norte a sul do País. Grandes colheitas são uma realidade constante e este é um ponto brasileiro de tranquilidade.





