Contrário do desenvolvimento
O executivo londrinense tenta, via ofício, sensibilizar a direção de empresas de transporte aéreo comercial a desistirem de cancelar operações no aeroporto de Londrina. Eram até recentemente 50 vôos, mas oito já foram canceladas por uma das companhias. Mais Seis devem ser eliminados já a partir da próxima segunda-feira, por outra empresa.
No ofício, pondera-se sobre os prejuízos que essas medidas podem causar ao Norte do Paraná. Justíssimo e perfeitamente cabível esse argumento. Mas o que deve ser exaustivamente analisado, inclusive pelo próprio executivo, é a causa dos cancelamentos de vôos por essas duas companhias. Questão de demanda? Redução de custos operacionais? Ou reestruturação da malha, conforme justificativa apresentada aos veículos de comunicação?
Uma alternativa está provavelmente embutida em outra. Reestrutura-se qualquer sistema quando percebe-se que em alguma de suas pontas a relação custo-benefício é negativa. Isso faz parte de qualquer metodologia empresarial, principalmente quando se enfrenta uma economia turbulenta e instável.
Então a questão é outra: Londrina estaria se tornando inviável? Um vôo de manhã, para Curitiba, já não pode ser feito daqui. Se o viajante, principalmente aquele que se desloca a trabalho, precisa estar no início do dia na Capital do Estado, viaja a partir da tarde do dia anterior ou vai a Maringá, de carro ou ônibus, para dali embarcar num avião.
Algo acontece e se fosse retomada a polêmica bairrista, até se diria que agora, além do porto seco, Maringá tem mais opções de vôos do que Londrina. E como nada se afirma neste texto indaga-se, ao contrário , vão mais estas: Londrina parou no tempo? Estamos regredindo?
Walter Ogama





