Contra o preconceito
O preconceito se combate diariamente. Pequenos gestos e atitudes podem fazer a diferença e levar a sociedade a se acostumar e entender o ''diferente''. O trabalho de jovens soropositivos, que encontraram no ativismo social uma forma de levar e compartilhar informações sobre o vírus HIV com outras pessoas, é um desses exemplos. Ao invés de se esconder, eles não se deixaram abater e encararam a doença. Uma das melhores formas de acabar com o estigma que a aids ainda carrega.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná ocupa o 8º lugar em números absolutos de casos de infecção pelo HIV no Brasil. Atualmente são registradas cerca de 1,3 mil ocorrências novas por ano. Desde o ano de 1984 (quando foi registrado o primeiro caso) até o ano passado foram notificados 26.350 casos. Do total, 25.437 (96,5%) foram diagnosticados em adultos e 913 (3,5%) em menores de 13 anos. O Brasil tem 608.230 registros (de 1980 até junho de 2011), de acordo com o Boletim Epidemiológico de 2011 do Ministério da Saúde. Do total, 105.503 estavam localizados na região Sul do País e, destes, 16,21% tinham entre zero e 24 anos.
A informação é a principal arma para combater o HIV. A união de jovens que lutam pela implementação de políticas públicas é importantíssima porque ajudará a informar melhor a sociedade, como formas de transmissão, cuidados para evitar o contágio e tratamento; a mostrar que o soropositivo pode continuar a levar uma vida normal. Se diagnosticada precocemente, as possibilidades de tratamento - com os medicamentos antirretrovirais - permitem que as pessoas convivam com o HIV por tempo indeterminado.
Realidade muito diferente dos soropositivos das décadas de 80 e 90. Além disso, também traz à tona que a aids não é uma doença somente de homossexuais ou usuários de drogas. Se não houver cuidados qualquer pessoa pode se contaminar, tanto que a aids tem avançado entre mulheres e idosos, grupo que não está acostumado a utilizar preservativos nas relações sexuais.
Livre de preconceitos ou estigmas, os soropositivos poderão mostrar a sua cara e, naturalmente, serão incluídos, o que já ocorre de forma tímida. Enfim, desta forma, poderá ser construída realmente uma sociedade igualitária e justa.





