Em momentos de grave crise como o atual é importante que a sociedade civil organizada se una para lutar por direitos já conquistados. Depois da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo lançar a campanha "Eu não vou pagar o pato" contra o aumento de impostos, representantes de entidades de Londrina e região lideram o movimento "Menos Impostos, Mais Respeito". O objetivo é o mesmo: cobrar soluções dos governos federal e local em relação às alterações tributárias que oneram o setor produtivo e a população.
Há anos a carga tributária brasileira é apontada como uma das mais altas do mundo. Não bastasse isso, não há qualquer retorno à população em qualidade de serviços prestados. Saúde, educação e segurança, direitos garantidos pela Constituição Federal, são extremamente deficientes e não atendem as necessidades reais dos brasileiros. Então, além de se buscar a excelência dos serviços, é preciso discutir o direcionamento e a correta aplicação dos recursos.
Outro ponto de debate é o ajuste fiscal, necessário neste momento. No entanto, as ações tomadas até agora basicamente se referem a aumento de imposto. O governo federal praticamente não reduziu gastos. Isso precisa ser cobrado de modo mais efetivo, até mesmo porque a população tem sido bastante penalizada pelo aumento da inflação e do desemprego. É preciso cobrar políticas mais sérias e eficazes e que tragam resultados também no longo prazo.
Além disso, é importante que a população se posicione a respeito das ações tomadas pelos governantes. Não aceitar todas as medidas passivamente é fundamental para mostrar que a sociedade está atenta e que fará valer também os seus direitos. O jeito antigo de governar, de tomar decisões que beneficiam apenas um pequeno grupo de pessoas em detrimento do todo, tem que ser enterrado. É preciso construir um novo País, baseado em iniciativas que melhorem de fato a vida da população e que construa um Estado sustentável.

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