CONTRA A VIOLÊNCIA - Maringá cria Guarda Municipal
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
Classificadas como muito onerosas e pouco eficientes em algumas cidades, as Guardas Municipais são saudadas como importante auxílio para a segurança pública em outras localidades. Em Maringá, por exemplo, a prefeitura enviou projeto de lei à Câmara, visando transformar o Departamento de Vigilância em Guarda Municipal, com previsão de novos investimentos na área.
Nesta entrevista, o gerente de Defesa Social da prefeitura de Maringá, Paulo Mantovani, fala sobre o processo de criação da Guarda.
Por que criar uma Guarda Municipal?
Hoje, Maringá já tem uma Coordenadoria de Vigilância, que conta com 286 vigilantes, central de atendimento e alarme nos prédios públicos. Quando há algum problema, o alarme avisa e o vigilante vai de moto até o local. A vontade do prefeito é de organizar uma guarda mais preparada, com armas, para atender os prédios públicos, os parques e as áreas de grande circulação.
Vocês acham que a Guarda vai reduzir o vandalismo e a violência em espaços públicos?
Sem dúvida, a vigilância não armada, que usa apenas rádios e cassetetes, já conseguiu melhorar muito a segurança nas praças e parques. No Parque Alfredo Niefeler, por exemplo, tínhamos problemas sérios com drogas, prostituição, ladroagem, que o trabalho do grupamento conseguiu diminuir em mais de 90%. Com a organização da guarda tenho certeza de que vamos avançar mais.
Não há risco de confusão entre o serviço da guarda municipal e das outras polícias?
Não. Quando nossa guarda ficar pronta, vamos buscar convênios com as outras polícias. Nossa proposta é que a guarda municipal cuide do patrimônio e dos bens públicos, e dê apoio às polícias. Com isso, essas corporações - Polícia Militar, Civil e Federal - terão mais tempo para cuidar dos crimes mais graves.
E os custos para implantação e manutenção?
Primeiro vamos montar o embrião com os 286 vigilantes que já temos. Eles terão uma melhoria de salário e vão passar por formação básica. Depois, faremos uma seleção de 50 vigilantes, aproximadamente, que vão poder usar armas - de acordo com grau de instrução, bons antecedentes e tempo de serviço. Quando a guarda estiver mais amadurecida, daqui um ano, pretendemos abrir concurso para novas contratações. Quanto aos equipamentos, já temos quatro automóveis e oito motos. Além disso, o prefeito reservou R$ 464 mil para licitar compra de motos, veículos, armamentos, fardamento e essa coisa toda.
O combate ao vandalismo pode disponibilizar recursos para a guarda?
No ano passado, Maringá teve um prejuízo de R$ 1,5 milhão com o vandalismo. Só de colégios, temos 19 depredados, com furto de fiação, hidrômetros e quebra de vidros. Com a guarda, pretendemos investir melhor esse dinheiro que está sendo jogado fora.
E o disque-denúncia de vandalismo, como funciona?
É um telefone para o cidadão ligar e informar, de forma anônima, sobre atos de vandalismo. Divulgamos o número (44 3901-2222) em todos os veículos de informação de Maringá e instalamos placas nos prédios públicos, pedindo para a população denunciar. Após a implantação do disque denúncia, o vandalismo caiu uma barbaridade. Se Londrina não tem, vale a pena dar uma olhada aqui em Maringá.


